quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OFICINA 6 - 26/08/09

TEXTOS COM PALAVRAS DESCONHECIDAS

POR FAVOR, ENTENDAM-ME!

HUMMMMMMMMMMMMMM!
Lembro muito bem
Daquela tarde também,
Quando soprava o Minuano
Entortando o muxuango.
O vento entrava sibilino
Por aquela porta aberta
Que provocava uma apoplexia geral.
A cidade estava hermeneuta na questão,
Mas a população
Tomada por uma certa defenestração
Estava no ponto de cometer um uxoricídio coletivo,
Pois o vento sibilante, sibilino, silibado
Provocava um perfunctório
No oratório.
O chefe apavorado,
Vituperado e ignóbil
Tentava acalmar o povo com suas falácias.

Professora Edelci

O MISTÉRIO DO UXORICÍDIO

Estava João, muxuango pela Ria 25 de Março, quando avistou um hermeneuta que ficou vituperado ao avistar a péssima aparência do amigo. Então João disse ao amigo que isso tudo é por causa da mulher que está fazendo uma defenestração com o seu bolso, gastando todo o seu dinheiro no Perfunctório.
O amigo aconselha João a vigiar a mulher, para ter certeza de que ela não esteja o traindo com outro homem.
Ao chegar em casa João comete a falácia de precipitar-se e vai logo agredindo a mulher que por sua vez pega uma faca para defender-se. Os dois faqueiam-se e morrem sobre a cama.
Dias após o crime o delegado da cidade sem entender o ignóbil motivo do sibilino uxoricídio ocorrido entre aquele casal, que aparentemente, sempre foram felizes, deu o seu parecer. Diante dos aspectos analisados no processo de investigação, fica concluído que o casal foi vítima de uma apoplexia tremenda, ocasionando o uxoricído.

Jocieli R. Berghahn

A FAMÍLIA DO HERMENEUTA

Era uma vez um menino hermeneuta que gostava de ser ignóbil. Por causa disso seu pai vituperado aplicou-lhe um perfunctório que o deixou muxuango.
Sua mãe aborrecida queria que seu filho parasse de sofrer, então contratou um sibilino para que ajudasse a socorrer seu pobre filho.
O triste menino apresentava um comportamento estranho, a apoplexia, comportamento este que deixava a sua falácia falar mais alto.
Para complicar a história a defenestração entrou na vida daquele menino que o deixou uxoricídio.

Professora Sirlei

O HERMENEUTA

Residia em uma pequena cidade um hermeneuta vituperado que muito queria fazer para melhorar sua imagem frente ao ignóbil vizinho.
Preocupado com a defenestração perfunctória que estava tomando o rumo dos comentários, apoplexiacos sobre o uxoricídio do seu filho frente aos moradores, teve a iniciativa de relatar ao muxuango a falácia em que a família se encontrava.
Sendo assim o vizinho muito sibilino, o entendeu.

Professora Ilonde

A FALÁCIA DO HERMENEUTA

Hermeneuta era um sibilino muito ignóbil. Um dia ele resolveu sair vituperado e muxuango pra ir até a casa do Sr. Uxoricídio para pedir-lhe um pouco de apoplexia emprestada, dizendo-lhe que estava sofrendo de defenestração perfunctório que lhe incomodava muito. Conseguiu o empréstimo e voltou para casa liviado e satisfeito.

Professora Ana Luísa

EVITANDO O UXORICÍDIO

O muxuango saiu ignóbil a procura da hermeneuta para evitar que ocoresse um uxoricídio, devido a falácia. Porque era sabido de todos que a defenestração foi geral e os cidadãos achavam que ela iria parar no perfunctório.
Quando o muxuango encontrou-a, estava vituperado e explicou que tudo não passava de falácia e ela ficou apoplexia, querendo saber de onde tinha surgido tal ideia.
No final das contas, todos ficaram sibilinos.

Professora Daisy

SIBILINO

Sibilino era um rapaz de uma situação vituperado, que usava apoplexia às vezes defenestração em caso de uxoricídio e hermeneuta entrava em falácia se comprometendo em tornar-se ignóbil e muxuango.
Enfim Sibilino ficando inteiramente perfunctório.

Professora Eunice

OFICINA 6 - ESCOLA 25 DE JULHO - 26/08/09





ASSUNTO TRABALHADO NA OFICINA 5




CONHECIMENTO PRÉVIO NA LEITURA
O QUE É?
LEITURA


A leitura não pode ser concebida única e exclusivamente como um processo de decodificação. Embora haja decodificação, não é o suficiente para que a leitura se concretize.

ASSIM

A leitura não é a habilidade de decodificar palavras, mas sim de se extrair o significado, o implícito e explícito do texto escrito.

COMPREENÇÃO TEXTUAL

PRESSUPOSTOS
INFERÊNCIAS
PREMISSAS
ATIVIDADES QUE LEVEM À CRITICIDADE E À REFLEXÃO

RELAÇÃO ENTRE INTERTEXTUALIDADE E CONHECIMENTO PRÉVIO

Objetivo do autor: mostrar o “grande dilema existencial” (texto acima) que a comilona personagem Magali vive: comer ou não comer, eis a questão! A capa do gibi remete ao leitor, imediatamente, ao texto-fonte: HAMLET, de W. Shakespere: To be ou not to be, that’s the question!

O QUE É CONHECIMENTO PRÉVIO?

Para a leitura se concretizar, fazemos uso do conhecimento prévio – usamos tudo aquilo que já sabemos. Sem isso não há compreensão.

O QUE É NECESSÁRIO?


•Conhecimento linguístico – inclusive do vocabulário, das regras ortográficas.
•Conhecimento textual e de mundo


TODOS ESTES ASPECTOS DEVEM SER ATIVADOS DURANTE A LEITURA.

CONHECIMENTO INFORMAL

Todo conhecimento adquirido informalmente – com base em nossas experiências e convívio com a sociedade (a maneira como levamos a colher à boca, como adoçamos um café etc.)

DURANTE A LEITURA

A leitura implica uma atividade de procura por parte do leitor, no seu passado, das lembranças e dos conhecimentos.

DECORAR

Quando decoramos algo, sem tentar procurar um sentido global, esquecemos rapidamente aquele conteúdo.

OBJETIVOS E EXPECTATIVAS DE LEITURA

Como se deve ler um livro?

PRIMEIRO ASPECTO

A leitura deve ser independente – seguir os próprios instintos.
O que há de individual na leitura tem a ver com os objetivos e propósitos do próprio leitor.
A coerência na leitura é dada pelo conhecimento prévio.

Segundo Kleimann

Ler implica saber onde quer chegar – na escola, muitas vezes, isso não acontece.
Não há um processo único de compreensão do texto escrito; há vários, dependendo do objetivo (casa, canto, manga).
Num texto de jornal, é provável comparação com o que já se sabe; num artigo científico...

LEITURA OBRIGATÓRIA

Não é leitura.
O professor pode estimular através da proposição de um objetivo.
Antes da leitura, também é fundamental a formulação de hipóteses (haver expectativas presentes).

HIPÓTESES

Permite “adivinhar”, o conhecimento é guiado.
A hipótese formulada, muitas vezes, provoca um desvio – tira do foco.
Nesse contexto, algumas coisas conduzem à leitura – por exemplo, o título.

LEITORES INEXPERIENTES

Têm dificuldades, porque não conseguem ver a presença de elementos globais – que ajudam fazer as “conexões”.

Iniciar um texto com uma indagação pode ajudar na compreensão.

TRÊS ESTRATÉGIAS DE LEITURA

Leitura das idéias principais;
Reconhecer léxicos globais;
Embora analise, manter foco no objetivo.
A leitura checa as hipóteses, descartando e reformulando – ou ainda confirmando.

OFICINA 4 - 14/07/09




OFICINA 5 - 12/08/09 - ESCOLA JOÃO PADILHA DO NASCIMENTO
























































OFICINA 5 - TP 4

(12/08/09)

OFICINA 5 - TP 4

         Nesse encontro de formação, realizado durante o recesso, olhamos e discutimos o filme Narradores de Javé e proposta a seguinte atividade que foi realizada a distância.

ROTEIRO PARA ANÁLISE DO FILME
NARRADORES DE JAVÉ


 Leitura e função social


 As práticas sociais no texto


 Relações de poder X leitura


 Gêneros textuais em uso

VARAL DE OPINIÕES E DIFERENTES PRODUÇÕES ACERCA DO FILME
(questões para nortear a produção)

 
 De que trata o filme?


 Há alguma relação entre a cena inicial, leitura feita por uma senhora..., e a cena em que Biá decide escrever a história de Javé?


 Quais questões subjazem à escrita do livro da salvação?

PLANO DE AULA
(possibilidades de trabalho)
 Gêneros textuais (oral/ escrito)


 Intertextualidade


 Léxico


 Figuras de linguagem


 Debate - trabalhando a questão da transposição do rio São Francisco/ importância e história da escrita/ Mobilização social e cidadania, entre outros.


 Reflexão gramatical (escrita e poder)

TÓPICOS A SEREM CONTEMPLADOS NO PLANEJAMENTO



1. Tema da aula
2. Objetivo
3. Série
4. Carga horária
5. Metodlogia
6. Recursos
7. Fechamento - produção


OFICINA 4 - TP4 - UNIDADES 13 E 14

OFICINA 4



TP4 – UNIDADES 13 E 14


(14/07/09)





Neste encontro foi feita uma sistematização e um aprofundamento sobre as questões do letramento e sobre o processo de leitura. Os objetivos norteadores desse encontro foram:






1 – Sistematizar e aprofundar as reflexões sobre letramento e sobre o processo de leitura.


2 – Desenvolver a leitura e a prática dos Cursistas com relação ao trabalho com textos.



ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
REFERENTE À UNIDADE 13

ATIVIDADE 6



 Foram lidos os textos sobre as práticas de leitura de Patativa do Assaré e Paulo Freire (p.18 e 19). Introduzindo a unidade explorando os conhecimentos da turma sobre a biografia desses dois autores. E em seguida, explorado oralmente as questões da p.20.



ATIVIDADE 7

 
 Cantamos e lemos a música “Baião” p.42 e propus à turma a realização da questão “g” da atividade 11, em grupos, por séries. Finalizando a aula, realizando uma revisão por meio da atividade 13, também em grupos.






UNIDADE 14

ATIVIDADE 8



 Discutimos o valor do conhecimento prévio na leitura por meio da atividade 15, p.93 e 16 (questões A a G).


 Apresentar os slides sobre conhecimento prévio.



ATIVIDADE 9

 Iniciamos com as reflexões propostas pela atividade 1, 2 e 3 p. 71-74. Em seguida, fizemos a leitura do texto Nossas cidades, p.76 e respondemos por escritos às questões propostas na atividade 6, tentando avaliar como essa atividade poderia ser aplicada em uma situação real de sala de aula.




OFICINA 3 - TP 3

OFICINA 3 – TP 3






Outra atividade realizada nesse encontro, foi a reescritura do poema A PESCA, de Affonso Romano de Sant’Anna que deveria seguir as seguintes propostas tipológicas, abaixo listadas:






Reescrever o texto em:


 Prosa narrativa


 Prosa descritiva


 Prosa Injuntiva


 Prosa dissertativa argumentativa


 Prosa dissertativa expositiva






(Notícia, crônica, receita, manual, opinião, etc)






A pesca



o anil

o anzol

o azul



o silêncio

o tempo

o peixe



a agulha

vertical

mergulha



a água

a linha

a espuma



o tempo

o peixe

o silêncio



a garganta

a âncora

o peixe



a boca

o arranco

o rasgão



aberta a água

aberta a chaga

aberto o anzol



aquelíneo

ágil-claro

estabanado



o peixe

a areia

o sol



Affonso Romano de Sant’Anna



OS TEXTOS PRODUZIDOS

A PESCA

(Prosa descritiva)





O pescador acorda, lento, cansado, deprimido. Mas, ao olhar para fora, vê que o céu está lindo, de cor azul-anil. Pega um anzol, grande, afiado e mortal e sai para pescar no lindo mar azul que se estende sua frente.


Alto mar, o silêncio é profundo, o tempo demora a passar. Nada resta a não ser, esperar, esperar o peixe chegar.


A agulha do anzol é afiada, cortante e letal. Desce de forma vertical, mergulha no abismo.


De repente, a água movimenta, a linha esticada anuncia que o peixe mordeu a isca. Mas o danado conseguiu fugir, fazendo espuma boiar.


Outra vez o tempo demora a passar, é angustiante. A espectativa pela espera, que peixe vai pegar. Grande, pequeno, carpa ou jundiá? O silêncio é fundamental.


O peixe, no entanto, a procura de alimento, faminto encontra a isca, apetitosa, chmativa. No abocanhar o petisco sente a garganta fechar. O pescador impaciente joga a âncora e puxa o anzol, que vai se aproximando lenta e pesdamente. O peixe sente na boca o arrancar, o rasgão, vai abrindo as águas. Com a chaga aberta sente que o pescador o alcança. Preso, retira de sua boca ferida o anzol. Como sente falta daquele ambiente aquelíneo, ágil-claro, onde podia ser estabanado, pois agora, o peixe, ressecado, afetado, ali na areia jogado, sente o calor do sol, que para ele é grande inimigo, quente, ressecante, mortal.






Adriane e Eunice









A PESCA

(Prosa narrativa)





João e Pedro levantam cedo numa manhã tranquila de verão, pegam seu material preparado previamente na noite anterior, saem para mais um dia de trabalho em alto mar.


Ao chegar no barco cumprimentam os companheiros e então iniciam o ritual costumeiro para a proteção divina e o sucesso.


Depois de duas horas de navegação o barco chega a maior concentração de peixes.


Lançam os anzois ao mar e silenciam a espera do peixe mais procurado pelos consumidores.


De repente acontece o milagre:


João solta um grito:


- É um dos grandes!


Aí Pedro rapidamente prende sua linha no barco e presta auxílio a seu colega, que sente dificuldade em controlar a força do peixe e somente com o trabalho conjunto mais uma vez comprovava que venceram tamanho desafio do dia.


E assim o dia vai passando e aconteceu a Pesca Milagrosa.


Ao anoitecer o barco é ancorado com superlotação de peixes.


Os peixes são acondicionados em local adequado.


E os trabalhadores sentam-se na areia a contemplar o pôr do sol.


Pois sentem que a missão desse dia estava cumprida.






Moral: A união faz a força e o sucesso.






Hilda, Neldi, Claides














A PESCA

(Manual de instrução)





Dirija-se a uma loja de esportes, e compre uma vara de pescar.


Vá até um rio, mar, açude, ou até mesmo em frente a um aquário.


Faça o máximo de silêncio, para não perturbar o descanço dos peixes.


Pegue a vara e desenrole a linha.


Segure firme aquele objeto que parece uma agulha torta e coloque uma minhoca em sua ponta e empurre para baixo.


Agora peque a vara com uma mão e a linha com a outra.


Balance a linha e jogue-a na água, mas não esqueça de segurar a vara com força.


Deixe o anzol ficar na água parada e em silêncio, até sentir uma puxadinha n linha, daí você precisa puxar a linha.


Ao retirar a linha da água pegue o peixe com a mão, retire com cuidado o anzol, pois o mesmo é muito liso.


Muito cuidado para não atolar na areia e ficar debatendo-se ao sol.


Boa Pescaria!






Manual de instrução para o peixe






Quando estiver sossegado nadando na água azul, silenciosa, esperando o tempo passar.


Se você escutar um barulho suspeito e depois o silêncio, mesmo que bater aquela fome, cuide se a comida cair do céu.


Principalmente, se for compridinha e molinha, evite comê-la, mas se a tentação for maior, e você abocanhá-la, não esqueça de passar o óleo escapol nas suas escamas, pois só assim conseguirá escapar da mão e voltar ao seu reino, evitando ficar estabanado na areia ao sol.






Jocieli e Daisy



A PESCA

(Prosa dissertativa expositiva)





Pescar é uma arte. Este lazer ajuda a esquecer os problemas cotidianos, age como terapia, descontração, acalma o sistema nervoso, bem como uma atividade prazerosa.


10Em busca de alternativas para sair da correria do dia a dia vão a procura de lugares para se divertir. Esse divertimento encontram na pesca.


Nos momentos de espera em que o peixe morda a isca, são momentos de reflexão, silêncio e expectativa.


Na longa espera de fisgar o peixe, quando isso acontece, é uma realização do ser humano, nesse momento é um desafio como o seu dia a dia.






Lurdes, Rosenei, Sirlei



PESCA

(Texto argumentativo)

 


A pesca é fonte de trabalho e alimentação de muitas pessoas, desde tempos remotos.


Os povos primitivos aprenderam, através de métodos rudimentares a arte da pesca, porém retiraram das águas o peixe necessário para o sustento da tribo.


O progresso inovou a prática da pesca com barcos e toda a sorte de equipamentos poderosos que, infelizmente, o homem, nem sempre, usa de forma racional.


A pesca predatória é uma maldição para a fauna e a flora aquática, pois inúmeras espécies correm risco de extinção pelo uso indiscriminado dessa prática, inclusive em épocas da reprodução.


Entretanto, observando a legislação ambiental, a pesca torna-se uma atividade importante e rentável. Num mundo massacrado pela fome, o peixe pode ser um alimento saudável e barato.


Por isso, é necessário que se faça campanhas de esclarecimentos com as colônias de pescadores e público em geral, alertando para as consequências danosas à natureza, da pesca indiscriminada. Também pode ser incentivada a construção de açúdes nas propriedades que além de reservatórios de água, contribuirão para aumentar a renda familiar com a venda de peixes, e melhorar a alimentação.


Adelaide e Lorena



UMA LUTA DESIGUAL

(Prosa narrativa)


O dia amanhecera ensolarado, propício para uma pescaria. Paulo gostava muito de realizar atividades na natureza, pensara em convidar um amigo, mas feriado... todos eram casados... resolveu ir só.


Morava perto do Rio Uruguai e, apesar da seca que castigava sua região, o Uruguai continuava lá, majestoso... vertendo vida por todos os lados.


Paulo muniu-se de vara, anzol, isca... enfim, de todo material para realizar uma pescaria. O barco já estava lá, esperando-o para levá-lo até o meio do rio, porque é nesse lugar onde os peixes estão.


Era cedo ainda e Paulo pegou seus apetrechos e foi em busca de um peixe para saborear no almoço. Não levou minhocas, pretendia fisgar um peixe grande, dourado, pintado ou outro qualquer. Contanto que fosse grande.


Pegou o anzol e, lentamente, quase que acariciando, parecia até um ritual, colocou a isca própria, mas ressaltando... um peixe grande.


Jogou o anzol na água turva (a água do rio não pode ter outra cor, a região é de terra vermelha). A água se abre para a entrada do anzol, neste momento, sentiu-se o próprio Moisés.


Ao seu redor, tanto no lado brasileiro, como no lado argentino, o silêncio era sepulcral e... esperou... esperou.


- Nossa, esse deve ser dos grandes – pensou , somente, para não perturbar o momento.


Começou a puxar. Estava pesado, mas o peixe chegou ao barco. Ele era enorme, lindo, um dourado espetacular. Paulo lutava, era força contra força. O peixe era guerreiro, no entanto, de tanto se debater, cansou e rendeu-se ao seu destino.


Paulo ao colocar o peixe no barco, tira cuidadosamente o anzol atravessado na garganta do dourado. Mesmo ficando sem oxigênio e machucado, o peixe ainda se debatia, agora com menos intensidade.






Professora Edelci




OFICINA 3 - TP 3 - UNIDADE 11

OFICINA 3



TP 3 – UNIDADES 11


(04/07/09)

A primeira parte do encontro foi dedicada a observações, discussões e críticas sobre o desenvolvimento dos assuntos e das atividades propostas. Esse relato de experiências pedagógicas propicia uma troca e o diálogo a respeito da articulação entre as atividades propostas e as diversas realidades dos professores, colaborando no crescimento de todos nós, professores.

Salientei sobre a importância de estudarmos a teoria dos livros, não para que aprendêssemos, mas sim, que relembrássemos aquilo que já sabíamos. Também, que cada professora escolhesse uma das atividades proposta nas seções Avançando na Prática e que a desenvolvesse com seus alunos. Anotar os resultados, os pontos positivos e negativos para comentar na próxima formação e que entregasse um relato por escrito.

Nesse encontro, trabalhamos as sequências tipológicas narrativas e descritivas, como também a caracterização específica da sequência tipológica injuntiva e preditiva, expositiva e argumentativa como dois aspectos do tipo dissertativo
Depois de termos trabalhado a teoria, propus a produção de um texto injuntivo prescritivo, mas que fosse escrito com humor. Cada professora recebeu uma proposta diferente e os textos criados estão abaixo.


TEXTOS INJUNTIVOS PRESCRITIVOS COM HUMOR




VIVER NA ALTA SOCIEDADE


Professora Terezinha

 
Tu não queres te acostumar a viver com gente importante? Já deverias ter entendido que pessoas que tem muito dinheiro, compram só roupas de grife. Então, joga fora esses casacos que usa há séculos! Doe-os para tuas primas! E essas calças horríveis! Disfaça-te delas hoje mesmo! Dê ao porteiro ou para qualquer outra pessoa! Nunca mais use essas coisas de gente pobre! E essas bijuterias? O que é isso? Troque-as por jóias de primeira linha. Agora, tu és uma pessoa fina. Portanto, pare de comprar nessas lojas de 1,99! Vou indicar para ti lojas muito boas que saberão exatamente como vestir uma madame. Eles nem precisam saber que tu nem sabe ler direito... o que importa é a grana! Afinal, quem não atenderia bem o cliente acertador da Mega Sena?


CONTRATO DE TRABALHO


Professora Adriane


CLÁUSULA PRIMEIRA:

Fica decidido que o contratante Nero Impositivo de Oliveira, a partir dessa Dara, delega ao contratado João Subalterno da Cunha as seguintes obrigações:

• Desincumbir-se de todas as atividades do sítio;

• Levar as galinhas beber água, às quatro horas da madrugada;

• Ordenhar manualmente as vinte e cinco vacas e a cabrita, às cinco horas da manhã e às dezessete horas da tarde:

• Lavar todo o equipamento e limpar as instalações, tudo deve estar brilhando pois a patroa gosta de espelhar-se quando faz a visita;

• Tratar todos os animais, inclusive os porcos duas vezes ao dia após concluir a limpeza, não esquecer de limpar e alimentar a periquita;

• O contratado pode repousar, sempre que quiser. Pode dormir no emprego.


REGRAS DE ETIQUETA PARA UMA DAMA


Jocieli

 
Leia o livro da escritora Maria Quitéria Pafúncia e torne-se uma Dama da alta sociedade, para isso siga as instruções abaixo:

- Para começar caminhe com 5 kg de farinha sobre a cabeça e não esqueça de impinar a buzanfa e encolher a pança;

- Na hora de se vestir escolha sempre roupas largas, até mesmo para praticar esportes, pois elas disfarçam as gordurinhas indesejáveis;

- Antes de almoçar amarre a faca na mão esquerda para não esquecer de usá-la e se o prato da casa for sopa e você não conseguir tomar sem fazer barulho, fale que está de dieta, para não pagar mico;

- Quando for dormir não esqueça do pijama, pode ser até de bolinhas, mas o mais importante é não esquecer de dormir maquiada e muito bem penteada, pois é assim que os artistas mais famosos acordam;

- Evite falar muito durante os encontros sociais para evitar que os outros percebam o seu nível social;

Observações: se seguir corretamente este manual, com certeza você será a mais alta dama da sociedade, chegando a alcançar o patamar da Primeira Dama do Brasil, Mariza Silva.


RECEITA PARA PROFESSORAS


Professora Lorena

Em Três Passos, os médicos estavam alarmados com o grande número de professoras que freqüentavam os consultórios. E a preocupação tinha procedência, visto que o motivo não era matar aula nem aproveitar a taxa dos planos de saúde.

Então resolveram unificar uma receita já que os sintomas eram quase sempre os mesmos: enxaqueca, cansaço, rouquidão, aritmia cardíaca e depressão.

Eis a receita:

• Tome uma cápsula de coragina ao acordar.

• Faça exercícios físicos antes de chegar à escola.

• Tome cinco gramas de granfort, no café, com, sentada à mesa.

• Use uma pastilha de vosemel para acabar com a rouquidão.

• Tome três goles do tônico levantacadabra casa vez que sentir que a educação foi pro brejo.

• Faça uma infusão das sete ervas e tome três xícaras por dia (pode banhar-se nessa infusão também, para o estresse).


RECEITA DA NORMA CULTA DA LÍNGUA PORTUGUESA


Fale e escreva bem!


Professora Adelaide



Ingredientes



Tabletes de diferentes gêneros textuais.

Gotas de textos literários.

2 kg de leitura diária.

400 g de interpretação.

Uma pitada de motivação.

Um ano de análise de regras gramaticais.

Dois encontros semanais de discussão linguística com professor letrado.

5 xícaras de treino da oralidade.

10 baldes de produção de texto.

Reescrever e ler 10 vezes os textos produzidos.

Ler e pronunciar corretamente as palavras.

20 cidadãos ouvintes de alta qualidade linguística .

1 kg de paciência para ouvir as diferenças sonoras.

Reservar 500 folhas para os momentos de fúria.

A cada duas horas recorrer ao dicionário e pesquisar as novidades necessárias.

1 espelho para observar suas astrosas pronúncias sonoras adequadamente e perceber seus movimentos bucais.

Modo de preparar

 
Agite bem os tabletes dos diferentes gêneros textuais e classifique-os de acordo com o seu interesse. Deixe o espelho aposto para todas as necessidades. Provoque com muito ânimo as gotas de textos literários. Prepares o dicionário de bolso e deixe-o na ativa em seu computador, pois sempre deverá estar com você para qualquer eventualidade. Deixe de molho todas as regras linguísticas/gramaticais. Leia todas as palavras e pronuncie-as por dez vezes corretamente. Junte os 2 kg de leitura diária, as 400 g de interpretação, a pitada de motivação, o ano de análise das regras gramaticais, as 5 xícaras de treino da oralidade, os 10 baldes de produção de texto, a reescrita e a leitura por 10 vezes dos textos produzidos, o kg de paciência para ouvir as diferenças sonoras. Misture-os bem e leve-os ao seu local de estudo, estude e contextualize. Os 20 cidadãos serão seus ouvintes e avaliadores e em qualquer eventualidade o orientarão para que a sua linguagem e expressão seja perfeita. Polvilhe com pequenas porções de alegria e conquista.


CONTRATO DE CASAMENTO


Professora Daisy




No presente contrato de casamento fica estabelecido ao marido os seguintes deveres:

Art. 1º. Acordar sempre antes que a esposa, fazer café da manhã e trazer na cama para a amada esposa.

Art. 2º. Dizer toda manhã que sua esposa está linda, mesmo que ela esteja escabelada e com “cara amassada”.

Art. 3º. Não pode trabalhar em local que tenha contato com mulher bonita.

Art. 4º. Precisa ter um alto salário para arcar com as despesas da casa, mais a academia, as idas para o spa, yoga, pratica de esportes, cirurgias plasticas e tudo mais que sua bela esposa desejar ou precisar.

Art. 5º. Todo dia precisa levar sua esposa para almoçar e jantar em restaurantes da preferência dela.

Art. 6º. Estar sempre disposto a satisfazer todos os desejos da amada, mesmo que esteje cansado ou doente.

Art. 7º. No mínimo uma vez por semana deve presenteá-la ou fazer surpresas romanticas para sua esposa.

Art. 8º. Pagar no mínimo duas empregadas para limpar e organizar sua mansão.

Art. 9º. Fingir que é feliz e não percebe que sua esposa desfila sua beleza e gasta o dinheiro na companhia de outros homens, ou melhor “deuses gregos”.

Não tendo mais a acrescentar, assinam as duas partes e testemunhas.



EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO


Professora Lurdes





Edital de Concurso Público da prefeitura Municipal de Três Passos.

A secretaria de Educação SMEC de Três Passos comunica que realizará concurso do magistério, oferecendo vagas para professores de Português, matemática e educação Física.

Os interessados deverão retirar no protocolo, uma via contendo os dados de identificação e uma taxa no valor de 30,00 (trinta reais) pagável na agência bancária Bradesco desta cidade ou no correio de Três Passos.

As inscrições encerram em 30 de julho 2009.

O concurso será realizado domingo, dia 8 de agosto, depois da missa, no centro de Capacitação Profissional, às 10 horas.


UMA MAQUIAGEM PERFEITA


Professora Eunice





José e Maria


José chegando em casa disse:


- Maria amanhã vamos para um jantar, preciso ver você muito bonita. Com uma maquiagem perfeita.

- Eu é! Queres me mostrar para os outros?

- Prefiro ser eu mesma.



COMO AGIR COM BEBÊ RECÉM-NASCIDO


Professora Rosenei





Cláudia Andrade, tenha muito cuidado com o bebê recém-nascido. Mantenha-o sempre bem enrolado nesses dias frios e nada de levá-lo para fora. Não dê banho, somente passe um pano úmido se necessário bem rápido para que não pegue frio. Esses cuidados devem ser necessários até que caia o umbigo. Para que o umbigo caia mais rapidamente passe banha de galinha e enfaixe bem o bebê. O banho deve ser dado somente após o 7º. Dia e com cuidado para que o bebê não pegue frio.

Ah! E para você não esqueça fique de resguardo até o nono dia não saia de dentro de casa, não tome banho e cuidado com a correnteza de ar, lembre-se lavar a cabeça somente após os 40 dias.



MÃE PASSANDO A MAIOR “BRONCA” NA FILHA OU FILHO


Professora Sirlei





- Mãe, posso ir na festa de São João?

- Você ainda tem coragem de pedir para sair? - Sua preguiçosa. Disse a mãe.

- Eu preguiçosa? - Ah! Mãe, deixa...

- Não, não e não, você não sabe e não tenta me ajudar nos afazeres da casa.

- Mãe, eu prometo que ajudarei naquilo que você me pedir.

- Então, filha, vá lavar a roupa.

- Eu vou, mas depois não reclame.

Tereza foi para o tanque, lavou e estendeu a roupa no varal.

- Pronto mãe, eu fiz o que a senhora pediu, agora por favor me deixa eu ir na festa, deixa...

A mãe ao ir ver como Tereza tinha lavado a roupa, entrou furiosa e disse:

- Tereza, olhe como ficou a roupa que você lavou, sua preguiçosa.

- Ah! Mãe, eu disse que eu não sei fazer nada.

- Então filha, se quiseres dançar, dance sozinha aqui em casa.

 

CLÁUSULA DE UMA UNIÃO HOMOSSEXUAL


Professora Hilda

 
Quando Pedro e João resolveram viver a dois, (“o amor é lindo”) e ouviram que aqui no RS foi aprovada a lei da união de pessoas do mesmo sexo.

Felizes foram comprar as alianças, (pois coisa estava ficando séria) mas antes disso, Pedro que era possuidor de uma linda casa, bom emprego, carro do ano, pensou:

- Vou pensar duas vezes, antes de assumir um compromisso, para o resto da vida.

Pois João não possuía nenhum bem.

Mas era um cara muito charmoso e bonito e poderia ser uma boa “esposa”.

Esta união vai acontecer sem comunhão de bens.

“- E eu Pedro que mandarei aqui em casa.”

E João concordou, pois caiu em “berço de ouro”.



PROFESSORA ORIENTANDO OS ALUNOS SOBRE O ESTUDO DA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Professora Claides


Alunos, leiam muito, é lendo que desenvolvemos nosso vocabulário e entendimento em todas as disciplinas, e também outra dica: não esqueçam de copiar, siga o modelo e siga o exemplo, pois esta parte, que realmente irá lhe aprofundar em conhecimentos no portugueis.

NA SEQUÊNCIA...


Foi lido o texto Composição: O salário mínimo (Jô Soares) e em pequenos grupos, lessem e analisassem o texto. Metade da turma enumerou argumentos que comprovassem ser um texto considerado um exercício de redação escolar, enquanto que a outra metade enumerou argumentos que comprovassem o contrário: não se tratar de um exercício escolar. Esta atividade foi feita oralmente.



JÔ SOARES


Composição: O salário mínimo





O salário mínimo é tão pequenininho que cabe até no meu bolso. É por isso que ele é chamado de mínimo, que quer dizer que menor não tem.

Meu pai diz que o salário mínimo é um dinheiro que não serve pra nada, mas na televisão o moço disse que só pode isso mesmo, e está acabado. Meu pai quase quebrou a televisão depois que o moço falou.

Meu pai anda chamando o salário mínimo de um outro nome, mas eu não vou dizer aqui, porque outro dia eu disse esse nome no recreio e a professora me deixou de castigo.

O salário mínimo deve ser muito engraçado porque, quando falaram que ele tinha aumentado, lá em casa todo mundo deu risada.

Meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça, mas eu acho que ele estava brincando, porque quem ganha salário mínimo não tem dinheiro pra comprar revólver.

O meu pai não ganha salário mínimo mas com o que ele ganha também não dá pra comprar muitos revólveres a não ser de brinquedo e só de vez em quando.

O meu avô é aposentado. Ele não faz nada mas parece que já fez. Ouvi dizer que o salário mínimo não aumentou mais por causa dele. Eu não sabia que o meu avô era tão importante. Minha vó não é aposentada. Também, ela é velhinha, não dá pra ser mais nada.

Lá em casa falaram que com esse salário mínimo não vai dar mais pra comprar a cesta básica. Eu não sei muito bem o que é cesta básica, mas parece que tem comida dentro. Se for, é só diminuir bastante o tamanho da cesta que aí cabe tudo.

Ouvi meu tio desempregado dizendo que tem um livro chamado Constituição, onde está escrito que com o salário mínimo a pessoa tem que comer, morar numa casa, andar de condução, se vestir e uma porção de coisas. Coitado do meu tio. A falta de emprego está deixando ele doidinho.

Quando eu crescer não vou querer salário mínimo, mesmo que seja o dobro. Parece que ele é tão pequeno que mesmo que seja o dobro do dobro ele continua mínimo.

A minha mesada é muito pequena, mas ainda bem que ninguém inventou mesada mínima, porque com o que a minha mãe me dá quase não dá pra comprar figurinha.

Pronto. Isso é o que eu penso do tal salário mínimo. Espero que a professora me dê uma boa nota porque ela é muito boazinha e merece ganhar muito mais do que todos os salários mínimos juntos.

Só mais uma coisa: se eu fosse presidente da República mudava o salário mínimo para um salário bem grande e chamava ele de salário máximo.



* As seguintes questões serviram como roteiro para a discussão nos grupos:

a) Pensar em outros textos que conheciam bem e comparessem-os com este.
O que observaram de semelhante? O que observaram de diferente?

b) Que gênero textual serviu de base para o autor? Por que ele escolheu esse gênero? Que efeitos ele procurou com essa escolha?

c) Que sequências tipológicas aparecem nesse texto?
Destacaram duas de cada tipo que encontraram.
Qual é a predominante? Por quê?


*  Voltando ao grande grupo, sintetizamos as impressões que a leitura do texto nos causou.


*  As apresentações de cada grupo, a respeito da análise do texto, originou um debate oral sobre essas duas posições, o que vai ressaltar como os gêneros são utilizados em diferentes situações comunicativas e como sua composição tipológica não é nem homogênea nem previsível.