sábado, 19 de setembro de 2009

DIFERENTES GÊNEROS

EMAIL

MANUAL



PREFÁCIO
CAPA DE DVD


BULA
PUBLICIDADE ATUAL
PROPAGANDA ANTIGA

CARTUM

QUADRINHOS

CHARGE

ALGUNS GÊNEROS TEXTUAIS


RECEITA DE BOLO

IngredientesMassa:

- 3 cenouras grandes
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) de óleo
- 4 ovos
- 1 colher (sopa) de fermento

Cobertura de chocolate:
- 1 1/2 xícara (chá) de leite
- 1 xícara (chá) de achocolatado ou chocolate em pó
- 1/2 xícara (chá) de açúcar
- 1 colher (sopa) de margarina

Modo de PreparoMassa:

No liquidificador, bata as cenouras, o açúcar, o óleo e os ovos.
Coloque a farinha e o fermento numa tigela e adicione o creme
batido no liquidificador. Asse em forno médio por 40 minutos.
Cobertura de chocolate:
Coloque o leite, o achocolatado, o açúcar e a margarina numa
panela, leve ao fogo e deixe apurar por 20 minutos mais ou menos,
mexendo de vez em quando.

TP 3

GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS

OBJETIVOS

1 – Identificar as diferenças e semelhanças na organização dos textos utilizados em diversos contextos de uso linguístico.

2 – Relacionar gêneros textuais e competências socio-comunicativa.

3 – Identificar características que levam à classificação de um gênero textual.

GÊNEROS TEXTUAIS

• Adotar o gênero como ponto de partida significa focar no significado social da interação.
• Em cada texto, o gênero determina as escolhas léxico-gramaticais e a sua estrutura organizacional.
• O contexto de cultura constitui o pano de fundo no qual as interações são inseridas.
• A cultura é um sistema de práticas sociais, que se associam a gêneros discursivos nas relações interpessoais. Os gêneros se modificam à medida que as práticas sociais mudam, ou seja, sua estabilidade é relativa ao momento histórico-social em que surge e circula.
• As pessoas usam a língua para alcançar objetivos culturalmente motivados, o que ocorre por meio dos diferentes gêneros.

Gêneros textuais: do intuitivo ao sistematizado

Gêneros textuais são maneiras de organizar as informações lingüísticas de acordo com a finalidade do texto, com o papel dos interlocutores e com as características da situação.
Aprendemos a reconhecer e utilizar gêneros textuais no mesmo processo em que “aprendemos” a usar o código linguístico: reconhecendo intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos.
Do mesmo modo que desenvolvemos uma competência lingüística quando apreendemos o código lingüístico, desenvolvemos uma competência sócio-comunicativa quando apreendemos comportamentos lingüísticos. A identificação dos gêneros está incluída nesta competência sócio-comunicativa.

Gêneros e tipos textuais: uma conversa que se inicia ...

Gênero textual


Os Gêneros são definidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa como: formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura.

Bakhtin define os gêneros do discurso como tipos relativamente estáveis de enunciados constituídos historicamente e que mantêm uma relação direta com a dimensão social.


TIPO TEXTUAL

Usamos essa expressão para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas).



Algumas observações sobre os tipos textuais

A expressão tipo de texto é equivocadamente empregada e não designa um tipo, mas sim um gênero de texto.
A carta pessoal não é um tipo de texto informal e sim um gênero textual, A carta pessoal pode conter uma seqüência narrativa, uma argumentação, uma descrição e assim por diante.

BILHETE


CRÔNICA

“A Copa é um grande negócio e um grande
acontecimento cultural internacional e coisa e tal, mas também não é só isso. Mexe com essa coisa
indefinível que é a relação das pessoas com os
símbolos dos seus afetos, que podem ser só um escudo e uma camisa, mas representam muito mais, seja
que podem ser só um escudo e uma camisa, mas
lá o que for.”

In: VERISSIMO, Luis Fernando. A Eterna Privação do Zagueiro
Absoluto. Rio de Janeiro: editora Objetiva,1999, p.59.
(crônica intitulada “Ser brasil”).


NOTÍCIA

Trem-bala deve ficar pronto para Copa de 2014, diz Dilma
O trem-bala que ligará as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo deve ficar pronto para a Copa de 2014. A informação é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que apresentou nesta quarta-feira o sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A RAPOSA E O CACHO DE UVAS
(Fábula)

Uma raposa faminta, ao ver cachos de uva suspensos em uma parreira, quis pegá-los, mas não conseguiu. Então, afastou-se dela, dizendo: “Estão verdes.”
Assim também, alguns homens, não conseguindo realizar seus negócios por incapacidade, acusam as circunstâncias.
Esopo

RECEITA DE BOLO


PROPAGANDA

RESENHA

Arthur (Clive Owen) é um líder relutante, que deseja deixar a Bretanha e retornar a Roma para viver em paz. Porém, antes que possa realizar esta viagem, ele parte em missão ao lado dos Cavaleiros da Távola Redonda, formado por Lancelot (Ioan Gruffudd), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone), Tristan (Mads Mikkelsen) e Gawain (Joel Edgerton). Nesta missão Arthur toma consciência de que, quando Roma cair, a Bretanha precisará de alguém que guie a ilha aos novos tempos e a defenda das ameaças externas. Com a orientação de Merlin (Stephen Dillane) e o apoio da corajosa Guinevere (Keira Knightley) ao seu lado, Arthur decide permanecer no país para liderá-lo.


BULA DE REMÉDIO

LISTA TELEFÔNICA

CARTA COMERCIAL

SERMÃO

PIADA

E-MAIL

LISTA

HORÓSCOPO

POEMA

Soneto de fidelidade
Vinicius de Moraes / Capiba

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


MÚSICA


Flor de Lis
(Composição Djavan)

Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer felizE o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreuDo pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu

PREFÁCIO

HISTÓRIA EM QUADRINHOS

MANUAL DE INSTRUÇÃO


Em todos estes gêneros também se está realizando tipos textuais, podendo ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos.


Um texto é tipologicamente variado (heterogêneo)


Esse modo de análise pode ser desenvolvido com todos os gêneros. Nota-se que há uma grande heterogeneidade tipológica nos gêneros textuais.

Quando se nomeia um certo texto como narrativo, descritivo ou argumentativo, não está se nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de seqüência de base.

INTERNET: gêneros textuais à padrão de criação: base no que já existia.
Curiosidades:
1) há uma centralidade na escrita e não na oralidade.

2) Falamos pela escrita?
Não!


3) Há uma outra relação que se organiza na internet!
Ex.: escrita on-line = síncrona, simultaneamente agimos

4) Aspecto primário para se preocupar: nossa relação com a internet. Aspecto secundário: linguagem informal na escrita.


5) Processo de participação à interagir para se manter vivo.

Encadeamentos de interação são outros:

interpessoal à hiperpessoal

LOGO:
Há uma mudança no uso da escrita. Há modos sociais diferentes de interagir lingüisticamente à novas identidades sociais na internet



GÊNEROS EMERGENTES O QUE JÁ EXISTE

1 – E-mail (1972) * Carta pessoal , bilhete
2 – Bate-papo virtual aberto * Conversações
3 – Bate-papo reservado * Conversações duais
4 – Bate-papo ICQ (agendado) *Encontros pessoais (agendados)
5 – Bate-papo virtual em sala * Conversações fechadas
privada
6 – Entrevista com convidado * Entrevista com pessoa convidada
7 – Aula virtual * Aula presencial
8 - Bate-papo educacional (chat) * Aula participativa e interativa
9 – Vídeo-conferência (empresas) * Reunião de grupo/conferência/
debate
10 – Lista de discussão * Circular/série de circulares
11 – Endereço eletrônico * Endereço postal



PRATICANDO OS CONCEITOS...

“Aprender fazendo, agindo, experimentando é o modo mais natural, intuitivo e fácil de aprender. Isso é mais do que uma estratégia fundamental de aprendizagem: é um modo de ver o ser humano que aprende. Ele aprende pela experimentação ativa do mundo.” (Almeida, 2001)


Práticas sugeridas
trabalhos em grupos; pesquisa na rede; atividades dirigidas (planejadas). Ex.: softwares educativos.
Parceria entre disciplinas – interdisciplinaridade.
Colocar nas mãos dos alunos o trabalho de aprender – os sujeitos do processo.
Problematizar o conteúdo de tal forma que os alunos tenham necessidade, motivo de operarem com a construção de conceitos.


Um gênero pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Ex. o artigo de opinião da folha de São Paulo:

Um novo José (Josias de Souza)

Calma José.
A festa não começou,
a luz não acendeu,
a noite não esquentou
O Malan não amoleceu, mas se voltar a pergunta:
e agora José
Diga: ora Drummond,
agora Camdessus.
Continua sem mulher,
continua sem discurso,
continua sem carinho, ainda não pode beber,
ainda não pode fumar,cuspir ainda não pode,
a noite é fria,
O dia ainda não veio,
o riso ainda não veio,
não veio ainda a utopia,
o Malan tem miopia,
mas nem tudo acabou,
nem tudo fugiu,
nem tudo mofou.
Se voltar a pergunta:
E agora josé?
Diga: ora Drummond, Agora FMI.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
O Malan nada faria,
mas já há quem faça.
Ainda só, no escuro,
qual bicho do mato, ainda sem teogonia,
ainda sem parede nua, pra se encostar,
ainda sem cavalo preto,
que fuja a galope,
você ainda marcha José!
Se voltar a pergunta:
José para onde?
Diga: ora Drummond,
Por que tanta dúvida?
Elementar, elementar,
sigo pra Washington
e, por favor, poeta,
não me chame de José.
Me chame Joseph.

* Neste exemplo temos um gênero funcional (artigo de opinião) com o formato de outro (poema)

O texto apresenta uma configuração híbrida: formato de um poema para o gênero artigo de opinião. Estrutura inter-gêneros.
A intertextualidade inter-gêneros não deve ser confundida com a heterogeneidade tipológica do gênero, que diz respeito ao fato de um gênero realizar várias seqüências de tipos de textuais (a carta)

GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO

Todos os textos se manifestam sempre num ou outro gênero textual.

Um maior conhecimento do funcionamento dos gêneros textuais é importante tanto para a produção como para a compreensão .

Os PCN sugerem que o trabalho com o texto deve ser feito na base dos Gêneros, sejam eles orais ou escritos.

Os gêneros distribuem-se pelas duas modalidades num contínuo, desde os mais informais aos formais e em todos os contextos e situações da vida cotidiana.
Há alguns gêneros que só são recebidos na forma oral: notícias de televisão ou rádio.

Novenas e ladainhas, embora tenham sido escritas, seu uso é sempre oral. Ninguém reza por escrito e sim oralmente.


GÊNERO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão,
Eu passarinho.

(Mário Quintana)


POEMA

• VERSOS
• ESTROFES
• RITMO POÉTICO
• JOGO SONORO
• MÉTRICA
• SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
• EXPLORAÇÃO DE IMAGENS QUE AS PALAVRAS PODEM CRIAR

FINALIDADE DO GÊNERO LITERÁRIO


Estética
Em qualquer situação particular, a leitura de um texto literário desperta emoções, prazer.

GÊNERO LITERÁRIO


Principal finalidade é explorar o aspecto lúdico, estético da linguagem.

POEMAS, CONTOS, ROMANCES, NOVELAS...

São gêneros literários: são escritos pelo prazer estético que causam

OPÕEM-SE A TEXTOS QUE
Têm como principal finalidade transmitir informações, regulamentar comportamentos ou desempenhar outros objetivos “práticos” ou “utilitários”.

BILHETE
(texto literário)

Se tu me amas, ama-me baixinhoNão o grites de cima dos telhadosDeixa em paz os passarinhosDeixa em paz a mim!Se me queres,enfim,tem de ser bem devagarinho, Amada,que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..



ESTADOS DA ÁGUA
(texto não literário)

SÓLIDO
LIQUÍDO
GASOSO

Uma subclassificação do gênero poético: o cordel
Narrativa oral popular.
Conserva marcas de oralidade.
A forma em versos tem o objetivo de facilitar a memorização para ouvintes muitas vezes analfabetos
Representa uma transição entre a cultura popular e a literária.


Cordel é uma atividade de contar histórias

Surge na Idade Média e m no Brasil é muito difundido na região Nordeste do que em outras regiões.


ORIGEM DO NOME
Na Idade Média, os folhetos ficavam pendurados por cordões ou barbantes, em exposição.

O mesmo hábito continuou nas feiras do nordeste brasileiro, onde são vendidos e declamados.



LEITORES SOBRE POLÍTICA


Que no Brasil fazem rombo;
Nesta curriola falsa
Eu pretendo dar um tombo,
E nos políticos corruptos
Lá vai madeira no lombo.

E assim finaliza:

Os erros fatais de Collor
Nem o computador soma
Assaltou o Brasil deixando
No triste estado de coma,
O seu erro eu considero
Que igualmente a Nero
Quando tocou fogo em Roma.
Zé Saldanha






















TP 3

EXEMPLOS DE INTERTEXTUALIDADE NAS ARTES E PROPAGANDA





TP 3 - UNIDADES 9 E 10

TP 3
UNIDADES
9 E 10

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM

A linguagem não é apenas uma simples forma de comunicação que valoriza, sobretudo, o locutor/interlocutor, mas como interação, na qual os sujeitos envolvidos realizam um ação de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que ocupam nessa interação.

CONDIÇÕES SOCIAIS E HISTÓRICAS
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
MODOS DIFERENTES DE USO DA LÍNGUA
A LÍNGUA

Não reflete só sobre o mundo, mas reflete também o mundo.

Expressa a cultura dos sujeitos e dos grupos

Apresentam variações no tempo e no espaço, variantes chamadas – dialetos.

TEXTO
• Objeto de estudo da disciplina.
(leitura, produção, análise linguística)

• Tipologia textual:
• Dissertação
• Narração
• Descrição

NARRAÇÃO

GÊNEROS
Romance Crônica
Conto Notícia
Fábula Poema
Anedota Charge
Novela Tira
Quadrinhos Filme
Fábulas Lenda

ELEMENTOS DA NARRATIVA
(real ou ficcional)

• Conta um história/fato
• Narrador (1ª./3ª. Pessoa)
• Discurso (direto/indireto)
• Personagens
• Espaço
• Tempo (histórico – narrativa)

CRÔNICA–NARRAÇÃO
Características
Narrativa curta
Acontecimentos do cotidiano
Conta:
História (ficcional – real)
Tece comentários sociais / políticos / esportivos
Conteúdo lírico, poético, emoções do autor, tom
de humor
Surge em jornais e revistas
Diferença do jornal: aborda aquilo que o jornal descarta.

Na produção da escrita

Cultura, entendida como um conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoas ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo.

A língua é, ao mesmo tempo, a melhor expressão da cultura e um forte elemento de sua transformação. A língua tem o mesmo caráter dinâmico da cultura.

A língua tem regularidades

• Sistema a ser seguido
• Mas um sistema aberto
• Inúmeras possibilidades de variação de uso
• Usada de diferentes maneiras em contextos diferenciados
• Criativa no contexto
• Interações sempre novas e irrepetíveis


As variações da língua são de duas formas

1 – as variantes comuns a um grupo, chamadas DIALETOS

2 – as variantes do uso de cada sujeito, na situação concreta de interação, em cada ato específico da língua, conforme o contexto, chamadas REGISTROS

A REGULARIDADE DA LÍNGUA PRECISA EXISTIR

Poeta o é famoso.
Nós gostamos muito sorvete de.
Os meninos doentes choram sem parar.
Os menino (minino) doente chorava sem parar (pará).


OS REGISTROS SÃO DOIS: FORMAL E INFORMAL(variante escolhida pelo falante em ato específico de comunicação, segundo o contexto).

Podem apresentar-se na forma oral e escrita.

Os registros põem por terra a distinção do certo/errado, passando a discussão para o campo do adequado/inadequado

As variações de registro são classificadas como de três tipos diferentes:

Grau de formalismo,
Modo e
Sintonia

TIPOS DE DIALETOS
(usado por um grupo de falantes – apresenta regularidades)

ETÁRIO (criança, jovem, adulto)

GEOGRÁFICO OU REGIONAL

GÊNERO (feminino e masculino)

SOCIAL CULTURAL (popular e culto)

PROFISSIONAL (linguagem técnica)

IDIOLETO

Conjunto de marcas pessoais da língua de cada
indivíduo, como resultante do cruzamento dos
vários dialetos (etário, regional, profissional, de
gênero, social) que constituem a sua fala.

O TEXTO LITERÁRIO

Caracteriza-se como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua (norma culta ou dialeto popular, registro formal ou informal).

QUAL DIALETO ENSINAR NA ESCOLA?

As duas modalidades devem ser trabalhadas na escola tanto do ponto de vista da locução quanto da interlocução. Assim, ouvir e falar, ler e escrever, devem ser atividades constantes na sala de aula.

O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO
DA LÍNGUA

É TODA E QUALQUER UNIDADE DE INFORMAÇÃO, NO CONTEXTO DA ENUNCIAÇÃO.
CONCEITO DE TEXTO ANTES DE 1970

Unidade de comunicação entre autor e leitor.

Produção escrita sempre verbal.

AFINAL, O QUE É TEXTO?

É toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação.

Aparecem nas mais diversas linguagens, classificando em verbais e não-verbais.

Unidade de informação.


TEXTOS VERBAIS E NÃO-VERBAIS

Todas as nossas interações se processam por meio de textos.

O texto independe de extensão.

O texto verbal pode apresentar-se na linguagem oral ou na linguagem escrita.

Leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.

POR QUE TRABALHAR COM TEXTOS?

1 – O ensino-aprendizagem de qualquer língua deve dar-se com o uso de textos, porque é por meio deles que pensamos e interagimos.
2 – o texto deve ser o centro de todas as atividades que envolvem o ouvir, o falar, o ler e o escrever.
3 – Da mesma forma, a análise linguística só pode ser significativa para os alunos, se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da morfossintaxe.

OS PACTOS DE LEITURA

É um “acordo”implícito entre o locutor e o interlocutor de um texto, por meio do qual cada um cria uma expectativa com relação ao que vai ser lido.

Os conhecimentos prévios é que criam expectativas diante de cada enunciado.

SITUAÇÕES DE PRODUÇÃO

O texto é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu autor (conhecimento, emoções, expectativas e aptidões, contexto em que é produzido, o interlocutor, a relação entre eles, o momento vivido, etc.


INTERTEXTUALIDADE
(diálogo entre textos)

É o que ocorre toda vez em que um texto tem relações claras com outro, ou outros.
Está presente nas manifestações artísticas e no nosso cotidiano.
Isso ocorre porque a cultura é claramente intertextual; acumula ou retoma, de alguma forma, as experiências humanas.

AS VÁRIAS FORMAS DA INTERTEXTUALIDADE

PARÁFRASE – acompanha de perto o texto original, como ocorre nos resumos, adaptações e traduções. Conserva a idéia e o fio condutor do original.

PARÓDIA – inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua idéia central. Em geral, é crítica.

PASTICHE – procura aproveitar a estrutura,
o clima, determinados recursos de uma obra (ex. imitar as Novelas de Cavalaria – Três Patetas/Os Trapalhões).

Citação – consiste em apresentar um texto, um dado da obra.

Epígrafe – tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre na abertura de um texto.

Referência – é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto.

Alusão – é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicações.

EXEMPLOS DE INTERTEXTUALIDADE NAS OBRAS DE ARTES
Mona Lisa – Leonardo da Vinci, 1503

Mona Lisa, Marchel Duchamp, 1919

Mona Lisa, Fernando Botero, 1978

Mona Lisa, propaganda publicitária


NA LITERATURA

Meus oito anos

Oh! Que saudade que tenho
Da aurora da minha vida, Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjas!
Casimiro de Abreu


OSWALD DE ANDRADE

Meus oito anos
Oh! Que saudade que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da rua São Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais!

PROPAGANDA

CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossas vidas mais amores.
Em cismar, sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

José Paulo Paes


Lá?
Ah!
Sabiá...
Papá...
Maná...
Sofá...
Sinhá...
Cá?
Bah!


Jô Soares

Minha dinda tem

cascatas

onde canta o curió.

Não permita Deus que

eu tenha

de voltar pra Maceió.

Minha Dinda tem
coqueiros
da ilha de
Marajó.
As aves, aqui
gorjeiam
não fazem cocoricó.


Mário Quintana

Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
(...)

Oswald de Andrade

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

Tom Jobim e Chico Buarque

Vou voltar, sei que ainda
Vou voltar para o meu lugar
Foi lá e ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá, cantar uma sabiá.

Joaquim Duque Estrada

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida
Nossa vida, no teu seio, mais amores.

(...)


Três Passos

 
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FOTOS DE TRÊS PASSOS

 

 

 

 
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APRESENTAÇÃO GESTAR II