sábado, 19 de setembro de 2009

TP 3 - UNIDADES 9 E 10

TP 3
UNIDADES
9 E 10

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM

A linguagem não é apenas uma simples forma de comunicação que valoriza, sobretudo, o locutor/interlocutor, mas como interação, na qual os sujeitos envolvidos realizam um ação de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que ocupam nessa interação.

CONDIÇÕES SOCIAIS E HISTÓRICAS
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
MODOS DIFERENTES DE USO DA LÍNGUA
A LÍNGUA

Não reflete só sobre o mundo, mas reflete também o mundo.

Expressa a cultura dos sujeitos e dos grupos

Apresentam variações no tempo e no espaço, variantes chamadas – dialetos.

TEXTO
• Objeto de estudo da disciplina.
(leitura, produção, análise linguística)

• Tipologia textual:
• Dissertação
• Narração
• Descrição

NARRAÇÃO

GÊNEROS
Romance Crônica
Conto Notícia
Fábula Poema
Anedota Charge
Novela Tira
Quadrinhos Filme
Fábulas Lenda

ELEMENTOS DA NARRATIVA
(real ou ficcional)

• Conta um história/fato
• Narrador (1ª./3ª. Pessoa)
• Discurso (direto/indireto)
• Personagens
• Espaço
• Tempo (histórico – narrativa)

CRÔNICA–NARRAÇÃO
Características
Narrativa curta
Acontecimentos do cotidiano
Conta:
História (ficcional – real)
Tece comentários sociais / políticos / esportivos
Conteúdo lírico, poético, emoções do autor, tom
de humor
Surge em jornais e revistas
Diferença do jornal: aborda aquilo que o jornal descarta.

Na produção da escrita

Cultura, entendida como um conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoas ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo.

A língua é, ao mesmo tempo, a melhor expressão da cultura e um forte elemento de sua transformação. A língua tem o mesmo caráter dinâmico da cultura.

A língua tem regularidades

• Sistema a ser seguido
• Mas um sistema aberto
• Inúmeras possibilidades de variação de uso
• Usada de diferentes maneiras em contextos diferenciados
• Criativa no contexto
• Interações sempre novas e irrepetíveis


As variações da língua são de duas formas

1 – as variantes comuns a um grupo, chamadas DIALETOS

2 – as variantes do uso de cada sujeito, na situação concreta de interação, em cada ato específico da língua, conforme o contexto, chamadas REGISTROS

A REGULARIDADE DA LÍNGUA PRECISA EXISTIR

Poeta o é famoso.
Nós gostamos muito sorvete de.
Os meninos doentes choram sem parar.
Os menino (minino) doente chorava sem parar (pará).


OS REGISTROS SÃO DOIS: FORMAL E INFORMAL(variante escolhida pelo falante em ato específico de comunicação, segundo o contexto).

Podem apresentar-se na forma oral e escrita.

Os registros põem por terra a distinção do certo/errado, passando a discussão para o campo do adequado/inadequado

As variações de registro são classificadas como de três tipos diferentes:

Grau de formalismo,
Modo e
Sintonia

TIPOS DE DIALETOS
(usado por um grupo de falantes – apresenta regularidades)

ETÁRIO (criança, jovem, adulto)

GEOGRÁFICO OU REGIONAL

GÊNERO (feminino e masculino)

SOCIAL CULTURAL (popular e culto)

PROFISSIONAL (linguagem técnica)

IDIOLETO

Conjunto de marcas pessoais da língua de cada
indivíduo, como resultante do cruzamento dos
vários dialetos (etário, regional, profissional, de
gênero, social) que constituem a sua fala.

O TEXTO LITERÁRIO

Caracteriza-se como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua (norma culta ou dialeto popular, registro formal ou informal).

QUAL DIALETO ENSINAR NA ESCOLA?

As duas modalidades devem ser trabalhadas na escola tanto do ponto de vista da locução quanto da interlocução. Assim, ouvir e falar, ler e escrever, devem ser atividades constantes na sala de aula.

O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO
DA LÍNGUA

É TODA E QUALQUER UNIDADE DE INFORMAÇÃO, NO CONTEXTO DA ENUNCIAÇÃO.
CONCEITO DE TEXTO ANTES DE 1970

Unidade de comunicação entre autor e leitor.

Produção escrita sempre verbal.

AFINAL, O QUE É TEXTO?

É toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação.

Aparecem nas mais diversas linguagens, classificando em verbais e não-verbais.

Unidade de informação.


TEXTOS VERBAIS E NÃO-VERBAIS

Todas as nossas interações se processam por meio de textos.

O texto independe de extensão.

O texto verbal pode apresentar-se na linguagem oral ou na linguagem escrita.

Leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.

POR QUE TRABALHAR COM TEXTOS?

1 – O ensino-aprendizagem de qualquer língua deve dar-se com o uso de textos, porque é por meio deles que pensamos e interagimos.
2 – o texto deve ser o centro de todas as atividades que envolvem o ouvir, o falar, o ler e o escrever.
3 – Da mesma forma, a análise linguística só pode ser significativa para os alunos, se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da morfossintaxe.

OS PACTOS DE LEITURA

É um “acordo”implícito entre o locutor e o interlocutor de um texto, por meio do qual cada um cria uma expectativa com relação ao que vai ser lido.

Os conhecimentos prévios é que criam expectativas diante de cada enunciado.

SITUAÇÕES DE PRODUÇÃO

O texto é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu autor (conhecimento, emoções, expectativas e aptidões, contexto em que é produzido, o interlocutor, a relação entre eles, o momento vivido, etc.


INTERTEXTUALIDADE
(diálogo entre textos)

É o que ocorre toda vez em que um texto tem relações claras com outro, ou outros.
Está presente nas manifestações artísticas e no nosso cotidiano.
Isso ocorre porque a cultura é claramente intertextual; acumula ou retoma, de alguma forma, as experiências humanas.

AS VÁRIAS FORMAS DA INTERTEXTUALIDADE

PARÁFRASE – acompanha de perto o texto original, como ocorre nos resumos, adaptações e traduções. Conserva a idéia e o fio condutor do original.

PARÓDIA – inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua idéia central. Em geral, é crítica.

PASTICHE – procura aproveitar a estrutura,
o clima, determinados recursos de uma obra (ex. imitar as Novelas de Cavalaria – Três Patetas/Os Trapalhões).

Citação – consiste em apresentar um texto, um dado da obra.

Epígrafe – tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre na abertura de um texto.

Referência – é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto.

Alusão – é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicações.

EXEMPLOS DE INTERTEXTUALIDADE NAS OBRAS DE ARTES
Mona Lisa – Leonardo da Vinci, 1503

Mona Lisa, Marchel Duchamp, 1919

Mona Lisa, Fernando Botero, 1978

Mona Lisa, propaganda publicitária


NA LITERATURA

Meus oito anos

Oh! Que saudade que tenho
Da aurora da minha vida, Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjas!
Casimiro de Abreu


OSWALD DE ANDRADE

Meus oito anos
Oh! Que saudade que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da rua São Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais!

PROPAGANDA

CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossas vidas mais amores.
Em cismar, sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

José Paulo Paes


Lá?
Ah!
Sabiá...
Papá...
Maná...
Sofá...
Sinhá...
Cá?
Bah!


Jô Soares

Minha dinda tem

cascatas

onde canta o curió.

Não permita Deus que

eu tenha

de voltar pra Maceió.

Minha Dinda tem
coqueiros
da ilha de
Marajó.
As aves, aqui
gorjeiam
não fazem cocoricó.


Mário Quintana

Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
(...)

Oswald de Andrade

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

Tom Jobim e Chico Buarque

Vou voltar, sei que ainda
Vou voltar para o meu lugar
Foi lá e ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá, cantar uma sabiá.

Joaquim Duque Estrada

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida
Nossa vida, no teu seio, mais amores.

(...)


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