quinta-feira, 24 de setembro de 2009

OFICINA 8 - TP 5

OFICINA 8 – TP 5

Lemos o texto Coisas típicas do Brasil e discutimos a sua estrutura, discurso e textualidade: um texto com coerência sem elos coesivos. Depois as cursistas produziram um texto sem coesão, mas com coerência, fazendo uso de palavras estrageiras.

COISAS TÍPICAS DO BRASIL

windsurf, jogging, jeans, coberturas, walkman, skate-board, filmes enlatados, tranquilizantes, surf, merchandising, motéis, Castel, house-organs, Play-boy, Lui, desodorante vaginal, cigarros com filtro, marketing, design, Fiorucci, Régine’s, Sheraton, week-end, supermercados, carisma, Hippopotamus, táxi-girl, Texaco, topless, hora do rush, scripts, pool, playground, offset, secretária eletrônica , nylon, acrílico, makeup, blecaut, intervews, specials, impeachment, high-fidelity, cassetes, flashs , escova de dente elétrica, parkeamento, executivos, lavagem cerebral, Méridien, dumpings, doping, close-up, bone-steaks, bacground, cartoes de crédito, rock,, kleenex, lobbies políticos, agit-prop, clubes do livro, psicanálise, waffles, pizza, puzzles, jogos eletrônicos, spray, spread, cerveja em lata, Bob’s, disk-jóqueis, pesquisas de mercado, juventude, Coca-Cola, and so weiter.

Rodeio

Marketing
Baile do Cowboy
Banda country
Danças

Tickets de entrada
Apresentação
Fogos
Montarias
Wiskys, vodca
Boite

Cansaço
Volta de táxi
Ressaca
Aula no dia seguinte
Sono... and
Rotina novamente...

(Karina Beatriz e Naiara Fidalgo)

Na sequência da oficina foi apresentado o texto Uma história sem pé nem cabeça! e solicitado ao grupo que o reorganize atentando para a sequência temporal do texto.
Uma história sem pé nem cabeça!

( ) Marília era bem pequena
( ) que a cômoda no quarto da
( ) colo e deixava que os tocasse
( ) os vidros de perfume, a caixa
( ) onde acendiam velas se
( ) quando descobriu o Mar. Não
( ) Dona Beatriz ria ao vê-la na
( ) anos tinha, mas lembrava-se
( ) faltava luz à noite.
( ) com os dedinhos grossos. A
( ) ponta dos pés, querendo alcançar
( ) conseguia se lembrar quantos
( ) Tudo o que havia sobre a
( ) mãe mostrava os porta-retratos,
( ) de jóias (com margaridas pintadas
( ) mãe era mais alta que ela.
( ) cômoda parecia precioso, intocável.
( ) na tampa) o castiçal prateado
( ) os objetos. Pegava Marília no
( ) – Mamãe, deixa eu ver lá em cima!

RIOS, Rosana. Mar e Ilha. Editora Estação
Liberdade. (retirado de AAA5, p. 75)

Para encerrar esta parte da formação foi feita a leitura do texto Dois sapos, e refletimos as relações lógicas de construção de significados na produção do texto e os efeitos de sentido decorrentes da negação.

DOIS SAPOS

Vivia um sapo no fundo do poço. Lá nascera, lá vivera, de lá nunca saíra e lá esperava morrer. O seu horizonte era de um metro e meio de largura - o diâmetro do poço. A profundidade de sua vida era de três palmos - como as águas do poço. Para além da borda do poço, nada mais existia para ele...
Certo dia, tombou no fundo do poço um sapo de outras regiões. Vinha de longe, de muito longe, das praias, do mar...
Com secreto rancor, viu o primeiro invadido pelo segundo e seu espaço vital. Mas, como o segundo era mais forte, resolveu o primeiro não guerrear e limitar-se à defesa passiva...
Depois de três dias de silêncio recíproco, travou-se entre os dois batráquios o diálogo seguinte:
- Donde vens tu, estranho invasor?
- Das praias do mar, ignoto ermitão!
- Que coisa é o mar?
- O mar?... o mar é uma grande planície d’água.
- Tão grande como esta pedra em que pousam minhas pernas gentis?
- Muito maior.
- Tão grande com esta água que reflete meu corpo esbelto?
- Maior, muitíssimo maior.
- Tão grande como este poço, minha casa adorável?
- Mil vezes maior. Milhares de poços deste caberiam no mar que eu vi. O mar é tão grande que sempre começa lá onde acaba. É tão grande que todo o céu cabe nele e ainda sobra mar. Todos os sapos do mundo, pulando a vida inteira, não chegariam ao outro lado, tão grande é o mar a cuja margem eu nasci e vivi.
- Safa-te daqui mentiroso! – exclamou o batráquio do poço. – Coisa maior que este poço não pode haver! Mais água que esta água é mentira!
Desde então, viviam os dois em pé de guerra, no fundo do poço. Não diz a história se algum deles, supersapo, venceu nesta luta feroz... Nem se um deles, batráquio genial, convenceu o outro da verdade de suas idéias...
Conta apenas que, desde esse tempo, vivem no mundo seres que só creem em si mesmos. Seres que sabem tudo o que os outros ignoram. Seres que tacham de loucos aos que confirmam o que eles não compreendem... seres que tão vasto saber que consideram desdouro aprender...
Não fales, meu amigo, em mares que nunca viu!
Deixa viver no poço quem no poço nasceu!
Horizonte de metro e meio, água de três palmos de fundo, pedra de meio palmo – o que mais quer um batráquio de um poço?
Deixa ao ignorante sua feliz ignorância!
Não fales em mares a quem para o poço nasceu!
Cada qual com seu igual...

RHODEN, Humberto. De alma para alma. São Paulo: Alvorada, 1980.

Finalizando... a avaliação do curso!

Um comentário:

  1. feliz em ver q na minha terra o ensino ta bem avansado muito melhor q aqui em sc.
    parabéns pra tdas profe ai e pra minha irmã Deca parabéns especial

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