quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OFICINA 3 - TP 3

OFICINA 3 – TP 3






Outra atividade realizada nesse encontro, foi a reescritura do poema A PESCA, de Affonso Romano de Sant’Anna que deveria seguir as seguintes propostas tipológicas, abaixo listadas:






Reescrever o texto em:


 Prosa narrativa


 Prosa descritiva


 Prosa Injuntiva


 Prosa dissertativa argumentativa


 Prosa dissertativa expositiva






(Notícia, crônica, receita, manual, opinião, etc)






A pesca



o anil

o anzol

o azul



o silêncio

o tempo

o peixe



a agulha

vertical

mergulha



a água

a linha

a espuma



o tempo

o peixe

o silêncio



a garganta

a âncora

o peixe



a boca

o arranco

o rasgão



aberta a água

aberta a chaga

aberto o anzol



aquelíneo

ágil-claro

estabanado



o peixe

a areia

o sol



Affonso Romano de Sant’Anna



OS TEXTOS PRODUZIDOS

A PESCA

(Prosa descritiva)





O pescador acorda, lento, cansado, deprimido. Mas, ao olhar para fora, vê que o céu está lindo, de cor azul-anil. Pega um anzol, grande, afiado e mortal e sai para pescar no lindo mar azul que se estende sua frente.


Alto mar, o silêncio é profundo, o tempo demora a passar. Nada resta a não ser, esperar, esperar o peixe chegar.


A agulha do anzol é afiada, cortante e letal. Desce de forma vertical, mergulha no abismo.


De repente, a água movimenta, a linha esticada anuncia que o peixe mordeu a isca. Mas o danado conseguiu fugir, fazendo espuma boiar.


Outra vez o tempo demora a passar, é angustiante. A espectativa pela espera, que peixe vai pegar. Grande, pequeno, carpa ou jundiá? O silêncio é fundamental.


O peixe, no entanto, a procura de alimento, faminto encontra a isca, apetitosa, chmativa. No abocanhar o petisco sente a garganta fechar. O pescador impaciente joga a âncora e puxa o anzol, que vai se aproximando lenta e pesdamente. O peixe sente na boca o arrancar, o rasgão, vai abrindo as águas. Com a chaga aberta sente que o pescador o alcança. Preso, retira de sua boca ferida o anzol. Como sente falta daquele ambiente aquelíneo, ágil-claro, onde podia ser estabanado, pois agora, o peixe, ressecado, afetado, ali na areia jogado, sente o calor do sol, que para ele é grande inimigo, quente, ressecante, mortal.






Adriane e Eunice









A PESCA

(Prosa narrativa)





João e Pedro levantam cedo numa manhã tranquila de verão, pegam seu material preparado previamente na noite anterior, saem para mais um dia de trabalho em alto mar.


Ao chegar no barco cumprimentam os companheiros e então iniciam o ritual costumeiro para a proteção divina e o sucesso.


Depois de duas horas de navegação o barco chega a maior concentração de peixes.


Lançam os anzois ao mar e silenciam a espera do peixe mais procurado pelos consumidores.


De repente acontece o milagre:


João solta um grito:


- É um dos grandes!


Aí Pedro rapidamente prende sua linha no barco e presta auxílio a seu colega, que sente dificuldade em controlar a força do peixe e somente com o trabalho conjunto mais uma vez comprovava que venceram tamanho desafio do dia.


E assim o dia vai passando e aconteceu a Pesca Milagrosa.


Ao anoitecer o barco é ancorado com superlotação de peixes.


Os peixes são acondicionados em local adequado.


E os trabalhadores sentam-se na areia a contemplar o pôr do sol.


Pois sentem que a missão desse dia estava cumprida.






Moral: A união faz a força e o sucesso.






Hilda, Neldi, Claides














A PESCA

(Manual de instrução)





Dirija-se a uma loja de esportes, e compre uma vara de pescar.


Vá até um rio, mar, açude, ou até mesmo em frente a um aquário.


Faça o máximo de silêncio, para não perturbar o descanço dos peixes.


Pegue a vara e desenrole a linha.


Segure firme aquele objeto que parece uma agulha torta e coloque uma minhoca em sua ponta e empurre para baixo.


Agora peque a vara com uma mão e a linha com a outra.


Balance a linha e jogue-a na água, mas não esqueça de segurar a vara com força.


Deixe o anzol ficar na água parada e em silêncio, até sentir uma puxadinha n linha, daí você precisa puxar a linha.


Ao retirar a linha da água pegue o peixe com a mão, retire com cuidado o anzol, pois o mesmo é muito liso.


Muito cuidado para não atolar na areia e ficar debatendo-se ao sol.


Boa Pescaria!






Manual de instrução para o peixe






Quando estiver sossegado nadando na água azul, silenciosa, esperando o tempo passar.


Se você escutar um barulho suspeito e depois o silêncio, mesmo que bater aquela fome, cuide se a comida cair do céu.


Principalmente, se for compridinha e molinha, evite comê-la, mas se a tentação for maior, e você abocanhá-la, não esqueça de passar o óleo escapol nas suas escamas, pois só assim conseguirá escapar da mão e voltar ao seu reino, evitando ficar estabanado na areia ao sol.






Jocieli e Daisy



A PESCA

(Prosa dissertativa expositiva)





Pescar é uma arte. Este lazer ajuda a esquecer os problemas cotidianos, age como terapia, descontração, acalma o sistema nervoso, bem como uma atividade prazerosa.


10Em busca de alternativas para sair da correria do dia a dia vão a procura de lugares para se divertir. Esse divertimento encontram na pesca.


Nos momentos de espera em que o peixe morda a isca, são momentos de reflexão, silêncio e expectativa.


Na longa espera de fisgar o peixe, quando isso acontece, é uma realização do ser humano, nesse momento é um desafio como o seu dia a dia.






Lurdes, Rosenei, Sirlei



PESCA

(Texto argumentativo)

 


A pesca é fonte de trabalho e alimentação de muitas pessoas, desde tempos remotos.


Os povos primitivos aprenderam, através de métodos rudimentares a arte da pesca, porém retiraram das águas o peixe necessário para o sustento da tribo.


O progresso inovou a prática da pesca com barcos e toda a sorte de equipamentos poderosos que, infelizmente, o homem, nem sempre, usa de forma racional.


A pesca predatória é uma maldição para a fauna e a flora aquática, pois inúmeras espécies correm risco de extinção pelo uso indiscriminado dessa prática, inclusive em épocas da reprodução.


Entretanto, observando a legislação ambiental, a pesca torna-se uma atividade importante e rentável. Num mundo massacrado pela fome, o peixe pode ser um alimento saudável e barato.


Por isso, é necessário que se faça campanhas de esclarecimentos com as colônias de pescadores e público em geral, alertando para as consequências danosas à natureza, da pesca indiscriminada. Também pode ser incentivada a construção de açúdes nas propriedades que além de reservatórios de água, contribuirão para aumentar a renda familiar com a venda de peixes, e melhorar a alimentação.


Adelaide e Lorena



UMA LUTA DESIGUAL

(Prosa narrativa)


O dia amanhecera ensolarado, propício para uma pescaria. Paulo gostava muito de realizar atividades na natureza, pensara em convidar um amigo, mas feriado... todos eram casados... resolveu ir só.


Morava perto do Rio Uruguai e, apesar da seca que castigava sua região, o Uruguai continuava lá, majestoso... vertendo vida por todos os lados.


Paulo muniu-se de vara, anzol, isca... enfim, de todo material para realizar uma pescaria. O barco já estava lá, esperando-o para levá-lo até o meio do rio, porque é nesse lugar onde os peixes estão.


Era cedo ainda e Paulo pegou seus apetrechos e foi em busca de um peixe para saborear no almoço. Não levou minhocas, pretendia fisgar um peixe grande, dourado, pintado ou outro qualquer. Contanto que fosse grande.


Pegou o anzol e, lentamente, quase que acariciando, parecia até um ritual, colocou a isca própria, mas ressaltando... um peixe grande.


Jogou o anzol na água turva (a água do rio não pode ter outra cor, a região é de terra vermelha). A água se abre para a entrada do anzol, neste momento, sentiu-se o próprio Moisés.


Ao seu redor, tanto no lado brasileiro, como no lado argentino, o silêncio era sepulcral e... esperou... esperou.


- Nossa, esse deve ser dos grandes – pensou , somente, para não perturbar o momento.


Começou a puxar. Estava pesado, mas o peixe chegou ao barco. Ele era enorme, lindo, um dourado espetacular. Paulo lutava, era força contra força. O peixe era guerreiro, no entanto, de tanto se debater, cansou e rendeu-se ao seu destino.


Paulo ao colocar o peixe no barco, tira cuidadosamente o anzol atravessado na garganta do dourado. Mesmo ficando sem oxigênio e machucado, o peixe ainda se debatia, agora com menos intensidade.






Professora Edelci




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