quinta-feira, 24 de setembro de 2009

NARRADARES DE JAVÉ

NARRADORES DE JAVÉ

O filme Narradores de Javé trata sobre a construção de uma barragem que inundará a cidade de javé, consequentemente desaparecerá também a história de seus guerreiros, a história e o valor do seu povo. Conscientes desta destruição os cidadãos do município, se unem e tomam a decisão de escrever a história da cidade, num trabalho científico para que seja tombada. E como patrimônio histórico não poderia ser inundada.
Escolhem, então, Antônio Biá para registrar num dossiê ou juntada o falado “livro da salvação” contando a história deste povo.
Biá, um cidadão de caráter duvidoso, que havia sido expulso da cidade em função de um incidente ocorrido quando era funcionário do correio, mas estrategicamente é perdoado pela população, pois acreditam ser ele a única pessoa capaz pois tem o ¨dom da escrita¨ de cumprir com seu oficio de escrever e produzir o documento que salvaria Javé.
A linguagem utilizada no filme é única, aparecendo: figuras de linguagem, trocadilhos, ditos populares, neologismos, tais como:
- Dilúvio bovino;
- Contou, recontou e descontou;
- Raciocinou-se todo;
- Lembranças javélicas;
- Sacanagero;
- Você ta todo escovado e lustrado;
- Nome, sobrenome e pronome;
- Gênio da economia javélica;
- Rebuceteio;
- Pergunta burrística;
- Conheci um sujeito tão burro que não tinha cabelo, tinha capim;
- Para quem muito reza é devedor.
Em relação aos neologismos, que aparecem no filme, nos faz lembrar o prefeito Odorico Paraguaçu, do seriado O Bem Amado, que muito usava desta linguagem.
No final do filme, Narradores de Javé, Antônio Biá não havia registrado nenhuma história, para espanto da população, já que possuía consciência de que as histórias que o povo havia contado não tinha consistência ou eram pouco relevantes para que de fato fizessem parte de um dossiê de forma científica, com poder de tombar a cidade como patrimônio histórico, como desejava a população.
Biá teve a percepção do que acontece permanentemente em nosso país: o poder econômico é que se sobrepõe a qualquer interesse da população, ignora-se o problema social que acarreta às pessoas menos assistidas. E, ingenuamente, estas pessoas acreditam que a sua história, a sua cultura tem força suficiente para mudar a opinião das pessoas que detém o poder.
PLANO DE AULA

Tema: Tempos Antigos

Objetivos:
Sensibilizar os alunos a respeito do valor da experiência das pessoas mais velhas.
Compreender o que é memória.
Entender como objetos e imagens podem trazer a história de um tempo passado.

Série: 7º Ano
Carga horária: 8 horas aula.

Desenvolvimento:

* Exposição de fotos e objetos antigos trazidos pelos alunos e professora para visitação das outras turmas da escola.
* Pessoas da comunidade serão convidadas para falarem, em sala de aula, sobre como eram os costumes e o nosso bairro no passado e sobre o frigorífico que aqui existia ressaltando as mudanças que ocorreram. Os alunos deverão previamente elaborarem questões para serem feitas a estas pessoas.

Produção Textual:

A turma será convidada a ocupar o lugar de memorialista, aquele que escreve as memórias do outro.
Os alunos deverão se colocar no lugar das pessoas entrevistadas e produzirem um texto em primeira pessoa, destacando acontecimentos, histórias, costumes interessantes e pitorescos do passado.

Professora Neldi

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