quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MEMORIAL

MEMORIAL



Me considero uma privilegiada porque tive contato com a leitura desde muito pequena. Lembro-me que meu pai lia, diariamente, o jornal O Correio do Povo, quando era ainda naquele formato bem maior e eu que sempre fui muito curiosa, quando aprendi a ler, acabava lendo alguma coisa neste jornal, apesar do incômodo por causa do tamanho da folha, pois os meus braços eram muito curtos.
Lembro-me também, com carinho da coleção de livros, com contos de fada que meu pai comprou para mim e meus irmãos. Li e reli estes livros inúmeras vezes, me emocionavam muito e me transportava para um mundo de fantasia: sentia-me a própria Cinderela.
Nesta época, participava da Escolinha Dominical, pois minha família é evangélica, nestas aulas tínhamos que ler livros infantis com histórias bíblicas, que me tocavam profundamente, pois tinha a convicção de que se eu conhecesse a palavra de Deus eu iria para o céu, se eu morresse, por isso depois segui lendo muito a bíblia. (Santa ingenuidade).
Na 4ª série tínhamos um professor lindo e todas as meninas eram apaixonadas por ele. Este professor falou sobre o livro Meu Pé de Laranja Lima. e, obviamente, eu o li de cabo a rabo em poucos dias para impressionar o professor. Foi o meu primeiro livro de literatura.
Posteriormente eu lia muita foto novela, comprava todas as revistas possíveis e trocava com minhas amigas para ler as que eu não possuía. Também li muito livro de bolso.
No Ensino Fundamental, minhas leituras na escola foram bem poucas, entretanto, quando ingressei no curso normal, num colégio de freiras, tínhamos o professor de português, que era chamado carinhosamente de Osvaldão, que me fez gostar de ler, pois nos encantava contando sobre os livros que estava lendo.
A partir daí não parei mais, me associei ao Círculo do Livro e comprava todos os livros que eu podia e às vezes os que eu não podia, comprava também, porque depois ficava difícil pagá-los já que eram bem caros..
Então, inevitavelmente, fui cursar letras, já que amava ler e sempre tive a convicção que a leitura faz a diferença na vida do aluno.
Atualmente, procuro ler os livros da biblioteca da escola onde ministro aulas de língua portuguesa, posteriormente conto para os alunos, mas quando a história fica bem interessante paro de contar e então falo para os alunos retirarem o livro da biblioteca para saberem o restante da história. A tática está dando muito certo, pois existe uma disputa bem grande, entre os alunos, para retirarem estes livros.

Professora Neldi

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