terça-feira, 24 de novembro de 2009

OBJETIVO DO PROGRAMA GSTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA

OBJETIVO DO GESTAR II

capacitação de professores de Língua Portuguesa

Com o objetivo de melhorar a qualidade da educação brasileira, o Ministério da Educação – MEC disponibiliza aos municípios e Estados o programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II, destinado a formar em serviço os professores de Língua Portuguesa e Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental.

O Gestar II é um programa de formação continuada, na modalidade semipresencial, destinado aos professores do 6º ao 9º anos (antigas 5ª a 8ª séries) do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa e Matemática. O programa é um conjunto de ações pedagógicas que incluem discussões sobre questões teórico-práticas, com o objetivo de colaborar para a melhoria do processo ensino-aprendizagem dos alunos nas áreas temáticas de Matemática e Língua Portuguesa; contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor na sua prática pedagógica; e permitir ao professor o desenvolvimento de um trabalho baseado em competências e habilidades.

A formação do Gestar II compreende 300h/a (sendo 96 presenciais e 204 à distância) para a capacitação do professor-formador, responsável por planejar, conduzir e avaliar as oficinas dos cursistas; acompanhar e orientar os cursistas em seus estudos individuais, prática pedagógica, etc; e colaborar com as discussões pedagógicas relacionadas aos materiais e ao curso.

Além de capacitar o professor-formador, o Gestar II oferece capacitação continuada em serviço aos professores-cursistas, também servidores da rede pública de ensino, com atuação nos anos finais do Ensino Fundamental. De acordo com a metodologia do programa, cabe a cada professor-cursista estudar os conteúdos dos cadernos e desenvolver as atividades que deverão ser apresentadas ao formador; selecionar técnicas e materiais adequados ao desenvolvimento do ensino-aprendizagem; e colaborar com as discussões pedagógicas relacionadas aos materiais e ao curso.

O Ministério da Educação é o responsável por elaborar as diretrizes e os critérios para a organização dos cursos, reproduzir e distribuir os materiais a serem utilizados na formação e formar os professores-formadores.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

QUADRINHA SOBRE O GESTAR



Barbaridade, tchê!
O GESTAR chegou no Rio Grande do Sul
Programa bom de se lidar
Por estes pagos afora
Com certeza irá se propagar.


Edelci Maria Krugel Baierle
Formadora do GESTAR II
TRÊS PASSOS - RS

FORMADORAS DO GESTAR


MEMORIAL

MINHA VIDA ATRAVÉS DAS LETRAS

Quando no mundo cheguei
Cinco irmãos estavam a minha espera
Sendo a caçula da turma
Facilidades vieram até mim e adorei.

Me batizaram de Edelci
Mas Deca me tornei
Não por ter escolhido
Mas por uma questão fonética
Minha irmã, não conseguindo pronunciá-lo
Transformou-me de sexta em décima.

Desde pequenina ainda
Adorava as histórias contadas
Para mim, aos quatro anos,
Contos de Fadas eram pura assombração
Mas mesmo assim, Barba Azul me encantava

Logo, logo, minhas irmãs
Para casa, namorados trouxeram
Não sei se queriam ser mais amados
Por elas, mas gibis para mim entregaram

Não sabia ler
Mas lia as imagens
Criava histórias
E olhavam para mim e diziam
- Quê bobagem!”

Quando minha lancheira peguei
Com mais história me deparei
E depois...
Élida e Olavo
Povoaram minha mente
Com muita uva
E ovo

O tempo passava lentamente
Os professores
Muito contribuíram
Para que eu lesse constantemente
Pelos sete mares, com Gulliver, viajei
Depois com muitos outros heróis
Que me levaram ao centro da Terra...
Às Mil e uma noites...
Enfim...
Ao mundo encantado da literatura.

Jornalista sempre quis ser
Só que não conseguimos muitas vezes
Mudar o traçado da vida
Mas não pense você não
Que uma frustrada me tornei
Feliz, eu sou
Ensinando a muitos a escrever
E isso me realizada
Pois eu sei
Que a história além de lida
Também precisa ser escrita.


Edelci Maria Krügel Baierle – Professora Formadora – GESTAR II – Três Passos - RS

GRAZIÉLA E EDELCI


OFICINA 8 - TP 5

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CIDADE DE TRÊS PASSOS

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PROVA GESTAR II - ESCOLA JOÃO PADILHA DO NASCIMENTO

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

AVALIAÇÃO DO GESTAR II

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA GESTAR

Sou professora há mais de 20 anos, por isso procuro me aperfeiçoar permanentemente. E este programa do GESTAR veio a calhar pois está enriquecendo as minhas aulas e continuo aprendendo muito, apesar da experiência que possuo.
Acho prática a forma como as aulas são elaboradas nos TPs é só aplicá-las em aula. Os textos que estão disponibilizados para serem trabalhados, desafiam os alunos porque muitos deles são profundos , com questão que fazem com que os alunos se desacomodem ao tentarem respondê-las.
As minhas aulas estão mais dinâmicas, com um envolvimento maior dos meus alunos, percebendo-se claramente que os mesmos estão produzindo textos bem mais elaborados e o mais interessante é que redigem com prazer, pela forma interessante que as atividades são encaminhadas.
Este programa exige de nós professores um tempo de dedicação especial, mas acredito, sobretudo, que como educadores que somos temos que nos aperfeiçoar e isso sempre demanda tempo, mas se almejamos uma educação de qualidade temos o dever de nos empenhar. Esta é uma convicção minha.
Em relação aos nossos encontros fico, sinceramente, ansiosa esperando o dia dos mesmos, porque são gostosos demais, são muito dinâmicos e a nossa coordenadora é muito eficiente, consegue com segurança e grande capacidade coordenar os encontros apresentando atividades que nos envolvem de uma forma tão grande, que o passa rapidamente, rimos muito e aprendemos ainda mais. O grupo está cada vez mais coeso e estamos sempre trocando experiências e isso é ótimo porque só vem enriquecer o nosso trabalho como educadoras.

Professora Neldi

MEMORIAL

MEMORIAL



Me considero uma privilegiada porque tive contato com a leitura desde muito pequena. Lembro-me que meu pai lia, diariamente, o jornal O Correio do Povo, quando era ainda naquele formato bem maior e eu que sempre fui muito curiosa, quando aprendi a ler, acabava lendo alguma coisa neste jornal, apesar do incômodo por causa do tamanho da folha, pois os meus braços eram muito curtos.
Lembro-me também, com carinho da coleção de livros, com contos de fada que meu pai comprou para mim e meus irmãos. Li e reli estes livros inúmeras vezes, me emocionavam muito e me transportava para um mundo de fantasia: sentia-me a própria Cinderela.
Nesta época, participava da Escolinha Dominical, pois minha família é evangélica, nestas aulas tínhamos que ler livros infantis com histórias bíblicas, que me tocavam profundamente, pois tinha a convicção de que se eu conhecesse a palavra de Deus eu iria para o céu, se eu morresse, por isso depois segui lendo muito a bíblia. (Santa ingenuidade).
Na 4ª série tínhamos um professor lindo e todas as meninas eram apaixonadas por ele. Este professor falou sobre o livro Meu Pé de Laranja Lima. e, obviamente, eu o li de cabo a rabo em poucos dias para impressionar o professor. Foi o meu primeiro livro de literatura.
Posteriormente eu lia muita foto novela, comprava todas as revistas possíveis e trocava com minhas amigas para ler as que eu não possuía. Também li muito livro de bolso.
No Ensino Fundamental, minhas leituras na escola foram bem poucas, entretanto, quando ingressei no curso normal, num colégio de freiras, tínhamos o professor de português, que era chamado carinhosamente de Osvaldão, que me fez gostar de ler, pois nos encantava contando sobre os livros que estava lendo.
A partir daí não parei mais, me associei ao Círculo do Livro e comprava todos os livros que eu podia e às vezes os que eu não podia, comprava também, porque depois ficava difícil pagá-los já que eram bem caros..
Então, inevitavelmente, fui cursar letras, já que amava ler e sempre tive a convicção que a leitura faz a diferença na vida do aluno.
Atualmente, procuro ler os livros da biblioteca da escola onde ministro aulas de língua portuguesa, posteriormente conto para os alunos, mas quando a história fica bem interessante paro de contar e então falo para os alunos retirarem o livro da biblioteca para saberem o restante da história. A tática está dando muito certo, pois existe uma disputa bem grande, entre os alunos, para retirarem estes livros.

Professora Neldi

NARRADARES DE JAVÉ

NARRADORES DE JAVÉ

O filme Narradores de Javé trata sobre a construção de uma barragem que inundará a cidade de javé, consequentemente desaparecerá também a história de seus guerreiros, a história e o valor do seu povo. Conscientes desta destruição os cidadãos do município, se unem e tomam a decisão de escrever a história da cidade, num trabalho científico para que seja tombada. E como patrimônio histórico não poderia ser inundada.
Escolhem, então, Antônio Biá para registrar num dossiê ou juntada o falado “livro da salvação” contando a história deste povo.
Biá, um cidadão de caráter duvidoso, que havia sido expulso da cidade em função de um incidente ocorrido quando era funcionário do correio, mas estrategicamente é perdoado pela população, pois acreditam ser ele a única pessoa capaz pois tem o ¨dom da escrita¨ de cumprir com seu oficio de escrever e produzir o documento que salvaria Javé.
A linguagem utilizada no filme é única, aparecendo: figuras de linguagem, trocadilhos, ditos populares, neologismos, tais como:
- Dilúvio bovino;
- Contou, recontou e descontou;
- Raciocinou-se todo;
- Lembranças javélicas;
- Sacanagero;
- Você ta todo escovado e lustrado;
- Nome, sobrenome e pronome;
- Gênio da economia javélica;
- Rebuceteio;
- Pergunta burrística;
- Conheci um sujeito tão burro que não tinha cabelo, tinha capim;
- Para quem muito reza é devedor.
Em relação aos neologismos, que aparecem no filme, nos faz lembrar o prefeito Odorico Paraguaçu, do seriado O Bem Amado, que muito usava desta linguagem.
No final do filme, Narradores de Javé, Antônio Biá não havia registrado nenhuma história, para espanto da população, já que possuía consciência de que as histórias que o povo havia contado não tinha consistência ou eram pouco relevantes para que de fato fizessem parte de um dossiê de forma científica, com poder de tombar a cidade como patrimônio histórico, como desejava a população.
Biá teve a percepção do que acontece permanentemente em nosso país: o poder econômico é que se sobrepõe a qualquer interesse da população, ignora-se o problema social que acarreta às pessoas menos assistidas. E, ingenuamente, estas pessoas acreditam que a sua história, a sua cultura tem força suficiente para mudar a opinião das pessoas que detém o poder.
PLANO DE AULA

Tema: Tempos Antigos

Objetivos:
Sensibilizar os alunos a respeito do valor da experiência das pessoas mais velhas.
Compreender o que é memória.
Entender como objetos e imagens podem trazer a história de um tempo passado.

Série: 7º Ano
Carga horária: 8 horas aula.

Desenvolvimento:

* Exposição de fotos e objetos antigos trazidos pelos alunos e professora para visitação das outras turmas da escola.
* Pessoas da comunidade serão convidadas para falarem, em sala de aula, sobre como eram os costumes e o nosso bairro no passado e sobre o frigorífico que aqui existia ressaltando as mudanças que ocorreram. Os alunos deverão previamente elaborarem questões para serem feitas a estas pessoas.

Produção Textual:

A turma será convidada a ocupar o lugar de memorialista, aquele que escreve as memórias do outro.
Os alunos deverão se colocar no lugar das pessoas entrevistadas e produzirem um texto em primeira pessoa, destacando acontecimentos, histórias, costumes interessantes e pitorescos do passado.

Professora Neldi

PROVA GESTAR II - ESCOLA JOÃO PADILHA DO NASCIMENTO

OFICINA 8 - TP 5

TEXTOS SEM COESÃO, MAS COM COERÊNCIA

WEEK-END

Walkman
Filmes enlatados
Surf
Topless
Motel
Desodorante vaginal
Hora do rush

Supermercado
Coca-cola
Cerveja em lata
Pesquisa de preços
Cartões de crédito

Lavagem cerebral

Livros
Cadernos
Aulas
Alunos
Tudo de novo
Segunda-feira...
Renovação total???

Professora Lenir


CONSULTÓRIO

Consulta
Análise
Conversa
Exames
Espera
Diagnóstico
Tratamento
Check-up

Consultas
Exames
Acompanhamento
Procedimento
Check-up
Insucesso

Consultas
Exames
Acompanhamento
Procedimento
Resultados melhores
Consultas
Exames
Acompanhamento
Remédio
Check-up
Diagnóstico
Rotina.

Professora Adelaide

COISAS TÍPICAS DO BRASIL

Jeans
Play-boy, marketing, fiorucci,
design, topless, pool,
pzza, cigarros com filtro,
jogos eletrônicos, cerveja em lata,
pesquisas de mercado, coca-cola
and so weiter.

Professora Hilda

JUVENTUDE TRANSVIADA

Juventude
Jeans
Walkmann
Pizzas
Play-boy
Desodorante vaginal
Motel
Lavagem cerebral
Psicanálise
Tranqüilizantes

Professora Neldi

JEANS

Design
Fiorucci
Supermercado
Bem estar
Hora do rush
Juventude
Pizza
Coca-cola
Clube do livro
Liberdade
VIDA!

Professora Lurdes

ROTINA JUVENIL

Juventude
Rock
Coca-cola
Cerveja em lata
Lavagem cerebral
Cigarros com filtro
Motéis
Desodorante vaginal
Táxi-girl,
Rotina diária...

Jocieli

ROCK

Jeans
Cigarros com filtro
Wiski
Cerveja em lata
Coca-cola
Motéis
Tranquilizantes
Desodorante vaginal
Táxi girl
Juventude

Professora Sirlei

GERAÇÃO COCA-COLA

Close-up, cerveja em lata, jogos eletrônicos e cartões de crédito, marketing.

Professora Terezinha

CARTÕES DE CRÉDITO

Sol
Windsurf
Táxi-girl

Jeans
Walkman
Pizza
Puzzles
Jogos eletrônicos
Coca-cola
Texaco

Conta
Espanto
Cartão de crédito

Cigarros
Tranquilizantes
Lavagem cerebral.

Professora Adriane

OFICINA 8 - TP 5

OFICINA 8 – TP 5

Lemos o texto Coisas típicas do Brasil e discutimos a sua estrutura, discurso e textualidade: um texto com coerência sem elos coesivos. Depois as cursistas produziram um texto sem coesão, mas com coerência, fazendo uso de palavras estrageiras.

COISAS TÍPICAS DO BRASIL

windsurf, jogging, jeans, coberturas, walkman, skate-board, filmes enlatados, tranquilizantes, surf, merchandising, motéis, Castel, house-organs, Play-boy, Lui, desodorante vaginal, cigarros com filtro, marketing, design, Fiorucci, Régine’s, Sheraton, week-end, supermercados, carisma, Hippopotamus, táxi-girl, Texaco, topless, hora do rush, scripts, pool, playground, offset, secretária eletrônica , nylon, acrílico, makeup, blecaut, intervews, specials, impeachment, high-fidelity, cassetes, flashs , escova de dente elétrica, parkeamento, executivos, lavagem cerebral, Méridien, dumpings, doping, close-up, bone-steaks, bacground, cartoes de crédito, rock,, kleenex, lobbies políticos, agit-prop, clubes do livro, psicanálise, waffles, pizza, puzzles, jogos eletrônicos, spray, spread, cerveja em lata, Bob’s, disk-jóqueis, pesquisas de mercado, juventude, Coca-Cola, and so weiter.

Rodeio

Marketing
Baile do Cowboy
Banda country
Danças

Tickets de entrada
Apresentação
Fogos
Montarias
Wiskys, vodca
Boite

Cansaço
Volta de táxi
Ressaca
Aula no dia seguinte
Sono... and
Rotina novamente...

(Karina Beatriz e Naiara Fidalgo)

Na sequência da oficina foi apresentado o texto Uma história sem pé nem cabeça! e solicitado ao grupo que o reorganize atentando para a sequência temporal do texto.
Uma história sem pé nem cabeça!

( ) Marília era bem pequena
( ) que a cômoda no quarto da
( ) colo e deixava que os tocasse
( ) os vidros de perfume, a caixa
( ) onde acendiam velas se
( ) quando descobriu o Mar. Não
( ) Dona Beatriz ria ao vê-la na
( ) anos tinha, mas lembrava-se
( ) faltava luz à noite.
( ) com os dedinhos grossos. A
( ) ponta dos pés, querendo alcançar
( ) conseguia se lembrar quantos
( ) Tudo o que havia sobre a
( ) mãe mostrava os porta-retratos,
( ) de jóias (com margaridas pintadas
( ) mãe era mais alta que ela.
( ) cômoda parecia precioso, intocável.
( ) na tampa) o castiçal prateado
( ) os objetos. Pegava Marília no
( ) – Mamãe, deixa eu ver lá em cima!

RIOS, Rosana. Mar e Ilha. Editora Estação
Liberdade. (retirado de AAA5, p. 75)

Para encerrar esta parte da formação foi feita a leitura do texto Dois sapos, e refletimos as relações lógicas de construção de significados na produção do texto e os efeitos de sentido decorrentes da negação.

DOIS SAPOS

Vivia um sapo no fundo do poço. Lá nascera, lá vivera, de lá nunca saíra e lá esperava morrer. O seu horizonte era de um metro e meio de largura - o diâmetro do poço. A profundidade de sua vida era de três palmos - como as águas do poço. Para além da borda do poço, nada mais existia para ele...
Certo dia, tombou no fundo do poço um sapo de outras regiões. Vinha de longe, de muito longe, das praias, do mar...
Com secreto rancor, viu o primeiro invadido pelo segundo e seu espaço vital. Mas, como o segundo era mais forte, resolveu o primeiro não guerrear e limitar-se à defesa passiva...
Depois de três dias de silêncio recíproco, travou-se entre os dois batráquios o diálogo seguinte:
- Donde vens tu, estranho invasor?
- Das praias do mar, ignoto ermitão!
- Que coisa é o mar?
- O mar?... o mar é uma grande planície d’água.
- Tão grande como esta pedra em que pousam minhas pernas gentis?
- Muito maior.
- Tão grande com esta água que reflete meu corpo esbelto?
- Maior, muitíssimo maior.
- Tão grande como este poço, minha casa adorável?
- Mil vezes maior. Milhares de poços deste caberiam no mar que eu vi. O mar é tão grande que sempre começa lá onde acaba. É tão grande que todo o céu cabe nele e ainda sobra mar. Todos os sapos do mundo, pulando a vida inteira, não chegariam ao outro lado, tão grande é o mar a cuja margem eu nasci e vivi.
- Safa-te daqui mentiroso! – exclamou o batráquio do poço. – Coisa maior que este poço não pode haver! Mais água que esta água é mentira!
Desde então, viviam os dois em pé de guerra, no fundo do poço. Não diz a história se algum deles, supersapo, venceu nesta luta feroz... Nem se um deles, batráquio genial, convenceu o outro da verdade de suas idéias...
Conta apenas que, desde esse tempo, vivem no mundo seres que só creem em si mesmos. Seres que sabem tudo o que os outros ignoram. Seres que tacham de loucos aos que confirmam o que eles não compreendem... seres que tão vasto saber que consideram desdouro aprender...
Não fales, meu amigo, em mares que nunca viu!
Deixa viver no poço quem no poço nasceu!
Horizonte de metro e meio, água de três palmos de fundo, pedra de meio palmo – o que mais quer um batráquio de um poço?
Deixa ao ignorante sua feliz ignorância!
Não fales em mares a quem para o poço nasceu!
Cada qual com seu igual...

RHODEN, Humberto. De alma para alma. São Paulo: Alvorada, 1980.

Finalizando... a avaliação do curso!

PROVA GESTAR II - ESCOLA SÃO JOSÉ






OFICINA 7 - TP 5


OFICINA 7 - TP 5

Nesta focalizamos a construção da coerência textual e os aspectos lingüísticos e sócio-comunicativos responsáveis pela continuidade de sentido de um texto; pela tessitura das informações no texto.

Usamos, como objetos de análise, textos verbais e visuais e focalizamos, nas diversas seções, aspectos diversificados de construção textual. Relacionamos os mesmos e verificamos como, solidariamente, contribuem para boa formação do texto, ou seja, para a articulação das informações de todas as partes do texto de modo a formar um todo significativo.

Discutimos textos publicitários, charges, cartuns. Analisando em detalhes como a coerência é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que o leitor tem a respeito do assunto.

Observamos os efeitos de sentido do texto como um todo e, depois, analisamos cada parte e como elas se articulam na unidade textual.

A coesão e a coerência foi trabalhada com o baralho de figuras e com as imagens que selecionei e vistas nos slides.

Cada cursista foi desafiada a dar continuidade ao texto da colega, pensando sempre, na continuidade semântica – que fosse coerente e coeso. O texto foi escrito no quadro.

OUTRA ATIVIDADE


Foi lido o texto Os diferentes estilos de Paulo Mendes Campos e a turma reescreveu a notícia empregando um estilo sorteado


OS DIFERENTES ESTILOS

Paulo Mendes Campos

Parodiando Raymond Quenau, que toma um livro inteiro para descrever de todos os modos possíveis um episódio corriqueiro, acontecido em um ônibus de Paris, narra-se aqui, em diversas modalidades de estilo, um fato comum da vida carioca, a saber: o corpo de um homem de quarenta anos presumíveis é encontrado de madrugada pelo vigia de uma construção, à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, não existindo sinais de morte violenta.

Estilo interjetivo: Um cadáver! Encontrão em plena madrugada! Em pleno bairro de Ipanema! Um homem desconhecido! Coitado! Menos de quarenta anos! Um que morreu quando a cidade acordava! Que pena!

Estilo colorido: Na hora cor-de-rosa da aurora, à margem da cinzenta Lagoa Rodrigo de Freitas, um vigia de cor preta encontrou o cadáver de um homem branco, cabelos louros, olhos azuis, trajando calça amarela, casaco pardo, sapato marrom, gravata branca com bolinhas azuis. Para este, o destino foi negro.

Estilo antimunicipalista: Quando mais um dia e sofrimento e desmandos nasceu para esta cidade tão mal governada, nas margens imundas esburacadas e fétidas da Lagoa Rodrigo de Freitas, e em cujos arredores, falta água há vários meses, sem falar nas freqüentes mortandades de peixes já famosas, o vigia de uma construção (já permitiram, por debaixo do pano, a ignominiosa elevação de gabarito em Ipanema) encontrou o cadáver de um desgraçado morador desta cidade sem policiamento. Como não podia deixar de ser, o corpo ficou ali entregue às moscas que pululam naquele perigoso foco de epidemias. Até quando?

Estilo reacionário: Os moradores da Lagoa Rodrigo de Freitas tiveram na manhã de hoje o profundo desagrado de deparar com o cadáver de um vagabundo que foi logo escolher para morrer (de bêbado) um dos bairros mais elegantes desta cidade, como se já não bastasse para enfear aquele local uma sórdida favela que nos envergonha aos olhos dos americanos que nos visitam ou que nos dão a honra de residir no Rio.

Estilo então: Então o vigia de uma construção em Ipanema não tendo sono, saiu então para passeio de madrugada. Encontrou então o cadáver de um homem. Resolveu então procurar um guarda. Então o guarda veio e tomou então as providências necessárias. Aí então eu resolvi te contar isto.

Estilo áulico: À sobremesa, alguém falou ao Presidente, que na manhã de hoje o cadáver de um homem havia sido encontrado na Lagoa Rodrigo de Freitas. O Presidente exigiu, imediatamente, que um de seus auxiliares telegrafasse em seu nome à família enlutada. Como lhe informassem que a vítima ainda não fora identificada. S. Exa., com o seu estimulante humor, alegrou os presentes com uma das suas apreciadas blagues.

Estilo schmidtiano: Coisa horrível é o encontro com um cadáver desconhecido à margem de um lago triste à luz fria da aurora! Trajava-se com alguma humildade, mas seus olhos eram azuis, olhos para a festa alegre colorida deste mundo. Era trágico vê-lo morto. Mas ele estava ali, ingressara para sempre no reino inviolável e escuro da morte, este Rio um pouco profundo caluniado de morte.

Estilo complexo de Édipo: Onde andará a mãezinha do homem encontrado morto na Lagoa Rodrigo de Freitas? Ela que o amamentou, ela que o embalou em seus braços carinhosos?

Estilo preciosista: No crepúsculo matutino de hoje, quando fulgia solitária e longínqua a Estrela d’Alva, o atalaia de uma construção civil, que perambulava insone pela orla sinuosa e murmurante de uma lagoa serena, deparou com a atra e lúrida visão de um ignoto e gélido ser humano, já eternamente sem o hausto que vivifica.

Estilo Nélson Rodrigues: Usava gravata de bolinhas azuis e morreu!

Estilo sem jeito: Eu queria ter o dom da palavra, o gênio de um Rui ou o estro de um Castro Alves, para descrever o que se passou na manhã de hoje. Mas não sei escrever, porque nem todas as pessoas que têm sentimento são capazes de expressar esse sentimento. Mas eu gostaria de deixar, ainda que sem brilho literário, tudo aquilo que senti. Não sei se cabe aqui a palavra sensibilidade. Talvez não caiba. Talvez seja uma tragédia. Não sei escreve, mas o leitor poderá perfeitamente imaginar o que foi isso. Triste, muito triste, ah, se eu soubesse escrever!

Estilo feminino: Imagine você, Tutsi, que ontem eu fui ao Sach’s legalíssimo, e dormi tarde, com o Tony. Pois logo hoje minha filha que eu estava exausta e tinha hora marcada no cabeleireiro, e estava também querendo dar uma passada na costureira, acho mesmo que vou fazer aquele plissadinho, como o da Teresa, o Roberto resolveu me telefonar quando eu estava no melhor do sono. Mas o que era mesmo que ia te contar? Ah, menina. Quando eu olhei da janela, vi uma coisa horrível, um homem morto lá na beira da Lagoa. Estou tão nervosa! Logo eu que tenho horror de gente morta.

Estilo lúdico ou infantil: Na madrugada de hoje por cima o corpo de um homem por baixo foi encontrado por cima pelo vigia de uma construção por baixo. A vítima por baixo não trazia identificação por cima. Tinha aparentemente por cima a idade de quarenta anos por baixo.

Estilo concretista: Dead dead man man mexe mexe Mensch Mench MENSCHEIT.

Estilo didático: Podemos encarar a morte do desconhecido, encontrado morto à margem da Lagoa em três aspectos: a) policial; b) humano; c) teológico. Policial: o homem em sociedade; o humano: homem em si mesmo; teológico: o homem em Deus. Polícia e homem: fenômeno; alma de Deus: epifenômeno. Muito simples, como os senhores veem.


NOTA: 1 – A palavra estilo procede do latim stilu – ponteiro de ferro com o qual os antigos escreviam sobre tábuas enceradas. Por extensão,, seu sentido ampliou-se, adquirindo a significação geral do modo ou maneira particular de alguém utilizar-se da língua.

OS ESTILOS SORTEADOS

ESTILO XUXA
ESTILO SÍLVIO SANTOS
ESTILO DIDI
ESTILO JÔ SOARES
ESTILO ENÉIAS
ESTILO LULA
ESTILO BRIZOLA
ESTILO ROMÁRIO
ESTILO PELÉ
ESTILO GALVÃO BOENO
ESTILO MARTA SUPLICY
ESTILO LUCIANO HUK
ESTILO PELÉ
ESTILO CAETANO VELOSO

OUTRA ATIVIDADE

Foi lido o poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar e solicitado aos grupos a transposição do texto verbal para a linguagem não verbal, por meio de imagens e cores.


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte,
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Um parte de mim
é permanente:
outra parte,
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra
- que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?



OUTRA ATIVIDADE

Trabalhamos com cartuns e charges de Quino, de Mordillo e de Angeli e outros autores.

TP 4

ATIVIDADES REALIZADAS NAS OFICINAS
TP 4

A oficina iniciou com a leitura do texto Minhas Não-Férias. Em seguida, propus que, em duplas, com base na leitura do texto, refletissem sobre as questões propostas nas letras “d” e “e” da p. 164.

MINHAS NÃO-FÉRIAS

Quem não lembra (com carinho, ou talvez com raiva) daquelas redações que éramos obrigados a fazer na escola, quando voltávamos das férias? Pessoal, vamos escrever sobre as nossas férias? E a meninada toda reclamava. Claro. Baita chatice, todo ano a mesma coisa, e os professores nem aí, que falta de criatividade. Eu posso criticar, porque sou professora e sei que alunos gostam de novidades, sempre. Não estou generalizando, claro, certamente em meio à maioria havia educadores brilhantes e criativos, eu tive muitos.
Mas, será que ainda hoje alguns professores ainda pedem alguma coisa do tipo no início das aulas? Não tenho a mínima idéia, só sei que eu não peço. E sei também que todo ano, nesse período, acabo, inevitavelmente, lembrando disso. Muitas férias eu narrei a completos estranhos em início de ano letivo, entusiasmada. Eu tenho que confessar que não me importava nem um pouco, pois desde cedo gostei de escrever.
Portanto, nesse início de ano, resolvi fazer uma viagem no tempo e escrever uma redação sim, mas um redação que intitularei “Minhas não-férias”, ou seja, um avesso das minhas férias,, ou, “como poderiam ter sido as minhas férias se eu não tivesse saído da imensa metrópole. Tudo isso, porque, aparentemente, umas maravilhosas férias na praia, como foram as minhas, não dão ibope. Aí vai:

NOME: Clarice Dall’Agnol Casado
ESCOLA: Da Vida
SÉRIE: Quando ouço essa palavra, penso no Warner Channel
TURNO: Noite, meu preferido

ATIVIDADE
É difícil produzir um texto com palavras que não conhecemos o significado, pois usamos, somente, as palavras que pertencem ao nosso vocabulário. É impossível par um falante, dominar o léxico de uma língua. A atividade 16, do TP 4, foi lúdica. Produzimos textos que provocaram risos. Enfim, A ESCOLA É UM LUGAR DE RIR TAMBÉM (Aya).

As palavras que deveriam estar nos textos das cursistas foram as seguintes:

• muxuango * falácia
• hermeneuta * ignóbil
• vituperado * sibilino
• defenestração * uxoricídio
• perfunctório * apoplexia

Lemos, também, o texto E a viagem continua... (p.175) e fizemos a atividade 5 de forma escrita. Em grupos, foi realizada a atividade proposta na parte Avançando na prática (p.182) levando em conta a construção de andaimes.

AVALIAÇÃO DO GESTAR II

AVALIAÇÃO DO GESTAR

Gostei de realizar as atividades do GESTAR, acredito que estas proporcionaram aos alunos um melhor rendimento na questão da interpretação e produção textual, mas, gostaria que as atividades também contemplassem a cultura gaucha, não apenas a nordestina, sugiro ainda que sejam enviados aos alunos os livros contendo as atividades.
Minha crítica negativa é o pouco tempo que temos para realizar as tarefas, pois não adianta nada termos boas atividades e fazermos com pressa e sem qualidade, então, espero que possamos ter a disponibilidade de tempo necessária para realizarmos as atividades propostas

Daisy

NARRADORES DE JAVÉ

Filme: Narradores de Javé

Sem leitura não há sociedade no mundo moderno. Tudo depende da leitura, sua função social é incomparável, hoje. É necessária em qualquer lugar. O mundo teve muitas evoluções e com estas evoluiu também a leitura. O ato de ler adquiriu outros sentidos, cada vez mais exigentes e profundos. O seu uso social representa poder. Em “Narradores de Javé” temos um exemplo claro disso. A necessidade de ler e escrever para o povoado representou em um dado momento um elemento urgente e decisivo para a sua sobrevivência. Enquanto viviam em um mundo fechado sem atravessar fronteiras, havia outro que com o seu poder social e cultural o massacrou. Implantar projetos de interesse político macro foi maior do que olhar para os sentimentos de um pobre povoado excluído daquele mundo revolucionário sem ao menos ter a condição de defesa do amor que sentia por sua terra e por sua gente.

O que restou para o povoado??? A retirada. Chegaram à conclusão de que o único patrimônio histórico e cultural que tinham eram as suas memórias. Somente suas memórias. O desafio era provar que tinham patrimônio: “Só não se inunda quando tem algo de grande valor.” Predominou, então, a narração dos fatos ocorridos na História daquele povo. Tudo para evitar a destruição do seu lugar, da própria história, a sua vida. E como registrar estas memórias? Resposta simbolizada em um livro que deveria ser escrito por uma única pessoa que sabia escrever: Antônio Biá. Narrar as memórias com cunho científico.

O enredo está baseado num fato atual: transposição do Rio São Francisco. Mostra, portanto, que o mais forte mais uma vez vence a batalha. “Sacrificar poucos para beneficiar a maioria”. A relação que vejo no início do filme referente à leitura e a decisão de Biá é que a senhora lê, mas não me ficou claro o que está lendo. Pela imagem parece um livro grande semelhante ao que Biá usava para simbolicamente registrar as memórias do povoado. Ele escreve realmente só no final do enredo, quando percebe a importância do que aquele documento representava (minha interpretação). Questionamentos que subjazem a escrita do livro: destruição do Vale de Javé; Desgraça é a construção da barragem; transposição do rio; o que o Vale e o povoado têm de grande valor (patrimônio); alagamento;...,
Plano de aula

Tema da aula: A importância do ato de ler e escrever na realidade atual

Objetivo: oportunizar um momento de reflexão sobre o ato de ler e escrever como fatores importantes para sermos cidadãos de reconhecimento no mundo moderno.

Série: 7ª e 8ª série

Carga horária: 8 aulas

Metodologia: Possibilidades

1. Assistir ao filme.

2. Levantamento de opiniões acerca do enredo (registro no caderno e apresentação oral).

3. Análise do enredo a partir das opiniões levantadas (leitura e comentário individual e coletivo).

4. Discutir o valor do oral (fala e memórias) e a importância do ato de ler e escrever e o poder que estas habilidades e capacidades representam ao cidadão.

5. Explorar o vocabulário (léxico) utilizado pelos personagens, incluindo as figuras de linguagem que mais aparecem (onomatopeias, metáforas,...). Fazer a relação padrão, coloquial e vulgar. Observar também aspetos de dialeto.

6. Explorar aspectos de intertextualidade, incluindo a placa no momento da chegada dos engenheiros.

7. Interdisciplinaridade com as disciplinas de História, Geografia e Ciências com o estudo dos aspectos geográficos, históricos e ambientais do local. Pesquisar os fatores que causaram a transposição do rio São Francisco e os fatores de consequências ambientais e geográficos para a região, bem como os benefícios possíveis. Verificar qual seria a melhor probabilidade para realizar ou não a transposição do rio.

8. Fazer um paralelo das informações obtidas na pesquisa.

9. Fazer uma pesquisa de campo com o intuito de ver a opinião das pessoas da nossa comunidade sobre a transposição do rio e a leitura (pessoas leitoras – que leem).

10. Produzir um gráfico para representar o resultado da pesquisa de campo e expor para que todos possam visualizá-la.

11. Qual é o papel da leitura e da escrita, na sua opinião, na sociedade atual?


Recursos: Materiais - TV, DVD, internet, material escolar,...,
Humanos – Professoras, alunos, palestrante, direção e coordenação pedagógica.

Fechamento: Produção textual

Escreva um texto fazendo uma opção por um dos seguintes gêneros textuais:

Texto publicitário – divulgando o filme.

Texto em linguagem não verbal – revelando as memórias de um dos narradores de Javé.

Texto argumentativo – argumentado sobre a luta e sobrevivência do Vale e do povo de Javé e a necessidade da transposição do Rio São Francisco (a favor ou contra).

Texto argumentativo – argumentado sobre a importância do ato de ler e escrever.

Texto narrativo – narrando uma das memórias de um dos Narradores de Javé.

Texto descritivo – descrevendo Antônio Biá, observando aspectos físicos e psicológicos.

Texto Receita – receitando ao povoado de Javé o que é possível fazer para conquistar seu espaço dentro da situação em que se encontravam, evitando a transposição do rio (a inundação).

Obs.: * Leitura dos textos produzidos.

* Reescritura dos textos produzidos, fazendo as adequações linguísticas necessárias.

* Varal de exposição dos textos produzidos.


Autoria: Professora Adelaide Maria Seidel Winck
Três Passos - RS, 21 de setembro de 2009.
PDE / GESTAR II LÍNGUA PORTUGUESA

NARRADORES DE JAVÉ

PROFESSORA DAISY


Tema: LÍNGUA ESCRITA E ORAL

Turma: 7ª série

OBJETIVOS

Proporcionar ao aluno o contato com o texto oral e escrito, possibilitando para este, a compreensão e percepção das diferenças existente entre estes textos, ainda, promover o acesso a uma cultura diferente da qual o aluno está inserido, bem como, estimular a interpretação e produção textual.

Carga horária: aproximadamente 8 horas/aula

METODOLOGIA

Inicialmente os alunos irão assistir o filme NARRADORES DE JAVÉ, após será discutido sobre o que estes entenderam do filme, se gostaram ou não e o porquê, entre outras discussões.
Em um segundo momento serão encaminhadas questões referente ao filme para os alunos responderem. Segue as questões:
Justifique o título do filme:

Por que Antonio Biá precisava escrever a história do povoado de Javé?
Explique a diferença de texto literário e texto científico:
Qual tipo de texto Biá deveria escrever?
Saber ler e escrever era importante para os moradores de Javé? Por quê?
Por que o Rio São Francisco deveria mudar o curso?
Os moradores de Javé conseguiram salvar o povoado?
Por que Biá era denominado de Escrivão de prosa?
Existem diferenças entre a linguagem e a cultura do filme e a nossa? Quais?
Por que foi importante a escrita do livro sobre a história de Javé?
Após o questionário será realizada a correção, e serão sorteadas as propostas de produção textual, após a escrita do texto e a correção será solicitado aos alunos a reescrita e a leitura do mesmo.

RECURSOS

Serão utilizados o filme NARRADORES DE JAVÉ, um aparelho de DVD, uma televisão, papel, caneta e lápis.

FECHAMENTO – PRODUÇÃO

Serão sorteados entre os alunos as seguintes propostas de produção
Procure uma pessoa idosa e peça para esta pessoa narrar a história de sua cidade. Depois transcreva-a em uma folha e entregue:
Escreva um texto institucional – manual ou bula - explicando como formar um bom escritor:
Elabore uma propaganda sobre a importância da leitura para ser publicada em uma revista ou jornal:
Escreva um texto dissertativo/argumentativo sobre o poder da leitura e da escrita para a sociedade:
Escreva uma narrativa fictícia e heróica contando a história da origem da sua cidade:

DAISY VENDT MARTINS DA SILVA
NARRADORES DE JAVÉ

No filme NARRADORES DE JAVÉ a leitura possui uma função de comunicação e representa status social, pois eram raros que sabiam ler e escrever, por isso, quem sabia ler teria poder de escrever o livro sobre o povoado, para tentar salvá-lo e impedir que a Usina Hidrelétrica fosse instalada ali no povoado.
Nesta obra é retratado tanto o gênero oral, quanto o gênero escrito, pois o oral é uma importante forma de adquirir conhecimento entre os analfabetos, mas a validade científica só se daria através do texto escrito, por isso os alfabetizados teriam “um certo poder”.
NARRADORES DE JAVÉ apresenta ainda, as diferentes visões sobre a importância do estudo, sendo que um rapaz fica irritado com a mãe porque esta está aprendendo a ler, dizendo que não entende uma pessoa querer aprender a ler depois de “velha”, e em contraponto a mãe esforçando-se para ler e compreender um livro.
Além da questão educacional, o filme também faz uma crítica aos governantes, mostrando que devido o interesse dos “poderosos” um povoado inteiro foi alagado, seria alagado e esquecido, se não fosse a escrita do livro por Biá, que mesmo não impedindo a devastação da pequena cidade, conseguiu imortalizar e difundir a história de Javé com a produção do livro, sendo esta uma função importante da palavra escrita.

NARRADORES DE JAVÉ

Filme: Narradores de Javé

Sem leitura não há sociedade no mundo moderno. Tudo depende da leitura, sua função social é incomparável, hoje. É necessária em qualquer lugar. O mundo teve muitas evoluções e com estas evoluiu também a leitura. O ato de ler adquiriu outros sentidos, cada vez mais exigentes e profundos. O seu uso social representa poder. Em “Narradores de Javé” temos um exemplo claro disso. A necessidade de ler e escrever para o povoado representou em um dado momento um elemento urgente e decisivo para a sua sobrevivência. Enquanto viviam em um mundo fechado sem atravessar fronteiras, havia outro que com o seu poder social e cultural o massacrou. Implantar projetos de interesse político macro foi maior do que olhar para os sentimentos de um pobre povoado excluído daquele mundo revolucionário sem ao menos ter a condição de defesa do amor que sentia por sua terra e por sua gente.

O que restou para o povoado??? A retirada. Chegaram à conclusão de que o único patrimônio histórico e cultural que tinham eram as suas memórias. Somente suas memórias. O desafio era provar que tinham patrimônio: “Só não se inunda quando tem algo de grande valor.” Predominou, então, a narração dos fatos ocorridos na História daquele povo. Tudo para evitar a destruição do seu lugar, da própria história, a sua vida. E como registrar estas memórias? Resposta simbolizada em um livro que deveria ser escrito por uma única pessoa que sabia escrever: Antônio Biá. Narrar as memórias com cunho científico.

O enredo está baseado num fato atual: transposição do Rio São Francisco. Mostra, portanto, que o mais forte mais uma vez vence a batalha. “Sacrificar poucos para beneficiar a maioria”. A relação que vejo no início do filme referente à leitura e a decisão de Biá é que a senhora lê, mas não me ficou claro o que está lendo. Pela imagem parece um livro grande semelhante ao que Biá usava para simbolicamente registrar as memórias do povoado. Ele escreve realmente só no final do enredo, quando percebe a importância do que aquele documento representava (minha interpretação). Questionamentos que subjazem a escrita do livro: destruição do Vale de Javé; Desgraça é a construção da barragem; transposição do rio; o que o Vale e o povoado têm de grande valor (patrimônio); alagamento;...,
Plano de aula

Tema da aula: A importância do ato de ler e escrever na realidade atual

Objetivo: oportunizar um momento de reflexão sobre o ato de ler e escrever como fatores importantes para sermos cidadãos de reconhecimento no mundo moderno.

Série: 7ª e 8ª série

Carga horária: 8 aulas

Metodologia: Possibilidades

1. Assistir ao filme.

2. Levantamento de opiniões acerca do enredo (registro no caderno e apresentação oral).

3. Análise do enredo a partir das opiniões levantadas (leitura e comentário individual e coletivo).

4. Discutir o valor do oral (fala e memórias) e a importância do ato de ler e escrever e o poder que estas habilidades e capacidades representam ao cidadão.

5. Explorar o vocabulário (léxico) utilizado pelos personagens, incluindo as figuras de linguagem que mais aparecem (onomatopeias, metáforas,...). Fazer a relação padrão, coloquial e vulgar. Observar também aspetos de dialeto.

6. Explorar aspectos de intertextualidade, incluindo a placa no momento da chegada dos engenheiros.

7. Interdisciplinaridade com as disciplinas de História, Geografia e Ciências com o estudo dos aspectos geográficos, históricos e ambientais do local. Pesquisar os fatores que causaram a transposição do rio São Francisco e os fatores de consequências ambientais e geográficos para a região, bem como os benefícios possíveis. Verificar qual seria a melhor probabilidade para realizar ou não a transposição do rio.

8. Fazer um paralelo das informações obtidas na pesquisa.

9. Fazer uma pesquisa de campo com o intuito de ver a opinião das pessoas da nossa comunidade sobre a transposição do rio e a leitura (pessoas leitoras – que leem).

10. Produzir um gráfico para representar o resultado da pesquisa de campo e expor para que todos possam visualizá-la.

11. Qual é o papel da leitura e da escrita, na sua opinião, na sociedade atual?


Recursos: Materiais - TV, DVD, internet, material escolar,...,
Humanos – Professoras, alunos, palestrante, direção e coordenação pedagógica.

Fechamento: Produção textual

Escreva um texto fazendo uma opção por um dos seguintes gêneros textuais:

Texto publicitário – divulgando o filme.

Texto em linguagem não verbal – revelando as memórias de um dos narradores de Javé.

Texto argumentativo – argumentado sobre a luta e sobrevivência do Vale e do povo de Javé e a necessidade da transposição do Rio São Francisco (a favor ou contra).

Texto argumentativo – argumentado sobre a importância do ato de ler e escrever.

Texto narrativo – narrando uma das memórias de um dos Narradores de Javé.

Texto descritivo – descrevendo Antônio Biá, observando aspectos físicos e psicológicos.

Texto Receita – receitando ao povoado de Javé o que é possível fazer para conquistar seu espaço dentro da situação em que se encontravam, evitando a transposição do rio (a inundação).

Obs.: * Leitura dos textos produzidos.

* Reescritura dos textos produzidos, fazendo as adequações linguísticas necessárias.

* Varal de exposição dos textos produzidos.


Autoria: Professora Adelaide Maria Seidel Winck
Três Passos - RS, 21 de setembro de 2009.
PDE / GESTAR II LÍNGUA PORTUGUESA

OFICINA 7 - TP 5

Traduzir-se
é
a cada despertar
sentir
pensar
ser você no outro
e
o outro
em você
perceber
que as coisas acontecem
transmutam-se
e
no decorrer da existência
visualizando
para trás
ou
para frente
que a vida acontece
a cada nascer do sol
Edelci

OFICINA 7 - TP 5




Traduzir-se
Lemos o poema traduzir-se e após realizamos uma reflexão sobre o conteúdo do mesmo através de imagem produzida por nós. Foi um momento muito legal. Conhecemo-nos um pouco mais. Cada colega expôs o que sentiu e, é claro, através desta expressão o nosso inconsciente se manifestou. Mostramos como nos vemos como ser.
Expressei dois mundos. Um mundo colorido de múltiplas cores, cheio de esperanças, alegrias, paz e integridade. E no outro, o mistério que está obscuro em nós, que estamos sempre decifrando e procurando melhorar ou descobrir. Além disso, expressei um caminho, pois sempre temos escolhas na vida e a nossa vida se direciona para a escolha que fazemos. Portanto, tudo o que procuramos encontramos. E os sinais de interrogação representam as perguntas e as dúvidas pelas quais passamos durante a nossa caminhada. Uma parte sempre é certeza e a outra parte sempre é mistério. Às vezes, nem nós mesmos nos reconhecemos. Surpreendemo-nos com a capacidade que temos para enfrentar obstáculos e persistir na realização de sonhos. E felizmente, nesta jornada, somos movidos pela linguagem que representa virtude, pois através dela realizamos as nossas interpretações para nos mover no meio em que vivemos, seja nos momentos nobres, seja nos momentos desagradáveis que ocorrem em nossa vida.
E nos momentos desagradáveis ainda temos a oportunidade de refletir e verificar o que em nós está inadequado, em que aspecto precisamos nos mover para melhorar e prosseguir. Viver é a tradução do que pensamos e somos e/ou no que nos construímos. Vida para mim é sinônimo de amor.
Autoria: Professora Adelaide Maria Seidel Winck
Três Passos - RS, 20 de setembro de 2009.
PDE / GESTAR II LÍNGUA PORTUGUESA

OFICINA 7 - TP 5


OFICINA 7 - TP 5




OFICINA 7 - TP 5




OFICINA 7 - TP 5




OFICINA 7 - TP 5




OFICINA 7 - TP 5




OFICINA 7 - TP 5


OFICINA 7 - TP 5


ATIVIDADE DOS ALUNOS DA PROFESSORA ADELAIDE






OFICINA 7 - TP 5



TP 5 - UNIDADES 17 E 18

DIFERENTES ESTILOS AO PRODUZIR UM TEXTO


ESTILO FAUSTÃO

Uma das pessoas mais queridas desse nosso meio... que é complicado... um dos grandes ícones dos bebuns... possuidor de um caráter que deveria ser seguido pela nova geração... que está meio perdida, morre nesta madrugada, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Oh loco meu!! A violência está sem controle, e os engravatados de Brasília não tomam providências.

Professora Edelci

ESTILO JÔ SOARES

Que fato absurdo! Deparar-me num lindo dia, logo de manhã com uma cena dessas! Mais um indigente na soma total de vítimas nesse nosso país de tantas diferenças sociais.
Faço um apelo!
A quem?
Ao cadáver que não!

Professora Hilda

ESTILO HEBE CAMARGO

Gente!
Nesta manhã foi encontrado o corpo de um homem de quarenta anos, pelo vigia de uma construção, às margens da Lagoa Rodrigo de freias.
Que horror! A nossa cidade está se tornando cada vez mais violenta. Onde estão as autoridades? Os políticos? O que estão fazendo que não tomam uma atitude?
Gente! Assim não dá, é preciso fazer algo para que o cidadão brasileiro tenha segurança.

Professora Ilonde

ESTILO SÍLVIO SANTOS

Senhores telespectadores! Queremos interromper esse programa para informar, para informar que hoje pela manhã, que hoje pela manhã foi encontrado, foi encontrado, senhores telespectadores, à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, o corpo de um homem, aparentando menos de quarenta anos, de cor branca, de cor branca. Queremos, queremos localizar os parentes, os parentes da vítima, senhores telespectadores.
Vamos continuar o programa.
- Quem quer dinheiro? Ai, ai, ui, ui.

Professora Neldi

ESTILO ENÉIAS

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, o indigente morreu. Eu sou testemunha!!!

Professora Adriane

ESTILO LULA

Boa noite, meu querido povo brasileiro!
Meu companhero e minha companhera! Infelizmente, venho fala pra voceis que um corpo foi encontrado, à margem cinzenta de Feitas no bairro Ipanema. É mais uma triste marca da violência em nosso país. É lamentável. Essas tragédias são um profundo desagrado para as famílias, amigos e população brasileira. Temo que nos sensibiliza pra muda essa realidade. A violência precisa diminuí e temo que nos uni e fazê uma campanha de paz. A esperança não pode acaba.
Conto intensamente com a sensibilização dos companheros e das companheras brasileiras.

Professora Adelaide

ESTILO XUXA

Baixinhos! Hoje, pela manhã, vindo ao trabalho, vi às margens da Lagoa, um corpo. Acho que era um homem, não deu para identificar a idade. Era alto, gordo, moreno. Fiquei chocada com o que vi. Um horror!

Professora Jane

ESTILO LUCIANO HUK

Locura, locura, locura! Estamos novamente entrando em suas casas para noticiar algo desagradável. Foi encontrado o corpo de um homem à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas. O corpo não apresentava sinais violentos. Pois é, são coisas que acontecem na vida da gente, mas continua... vem aí...

Professora Sirlei

ESTILO ROMÁRIO

Foi na hora que passei pela Lagoa Rodrigo de Freitas que vi o corpo do homem jogado no chão. Avisei a polícia e vim para a concentração.

Professora Terezinha

ESTILO MUSSUM

Cacilds! Numa manhã de domingo, quando estava empirulitndo-se o vigia de uma construção, no bairro Ipanema, encontrou na Lagoa Rodrigo de Freitas o corpo de um homem, aparentemente, morreu de tanto tomar mé.

Professora Rosenei

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OFICINA 6 - 26/08/09

TEXTOS COM PALAVRAS DESCONHECIDAS

POR FAVOR, ENTENDAM-ME!

HUMMMMMMMMMMMMMM!
Lembro muito bem
Daquela tarde também,
Quando soprava o Minuano
Entortando o muxuango.
O vento entrava sibilino
Por aquela porta aberta
Que provocava uma apoplexia geral.
A cidade estava hermeneuta na questão,
Mas a população
Tomada por uma certa defenestração
Estava no ponto de cometer um uxoricídio coletivo,
Pois o vento sibilante, sibilino, silibado
Provocava um perfunctório
No oratório.
O chefe apavorado,
Vituperado e ignóbil
Tentava acalmar o povo com suas falácias.

Professora Edelci

O MISTÉRIO DO UXORICÍDIO

Estava João, muxuango pela Ria 25 de Março, quando avistou um hermeneuta que ficou vituperado ao avistar a péssima aparência do amigo. Então João disse ao amigo que isso tudo é por causa da mulher que está fazendo uma defenestração com o seu bolso, gastando todo o seu dinheiro no Perfunctório.
O amigo aconselha João a vigiar a mulher, para ter certeza de que ela não esteja o traindo com outro homem.
Ao chegar em casa João comete a falácia de precipitar-se e vai logo agredindo a mulher que por sua vez pega uma faca para defender-se. Os dois faqueiam-se e morrem sobre a cama.
Dias após o crime o delegado da cidade sem entender o ignóbil motivo do sibilino uxoricídio ocorrido entre aquele casal, que aparentemente, sempre foram felizes, deu o seu parecer. Diante dos aspectos analisados no processo de investigação, fica concluído que o casal foi vítima de uma apoplexia tremenda, ocasionando o uxoricído.

Jocieli R. Berghahn

A FAMÍLIA DO HERMENEUTA

Era uma vez um menino hermeneuta que gostava de ser ignóbil. Por causa disso seu pai vituperado aplicou-lhe um perfunctório que o deixou muxuango.
Sua mãe aborrecida queria que seu filho parasse de sofrer, então contratou um sibilino para que ajudasse a socorrer seu pobre filho.
O triste menino apresentava um comportamento estranho, a apoplexia, comportamento este que deixava a sua falácia falar mais alto.
Para complicar a história a defenestração entrou na vida daquele menino que o deixou uxoricídio.

Professora Sirlei

O HERMENEUTA

Residia em uma pequena cidade um hermeneuta vituperado que muito queria fazer para melhorar sua imagem frente ao ignóbil vizinho.
Preocupado com a defenestração perfunctória que estava tomando o rumo dos comentários, apoplexiacos sobre o uxoricídio do seu filho frente aos moradores, teve a iniciativa de relatar ao muxuango a falácia em que a família se encontrava.
Sendo assim o vizinho muito sibilino, o entendeu.

Professora Ilonde

A FALÁCIA DO HERMENEUTA

Hermeneuta era um sibilino muito ignóbil. Um dia ele resolveu sair vituperado e muxuango pra ir até a casa do Sr. Uxoricídio para pedir-lhe um pouco de apoplexia emprestada, dizendo-lhe que estava sofrendo de defenestração perfunctório que lhe incomodava muito. Conseguiu o empréstimo e voltou para casa liviado e satisfeito.

Professora Ana Luísa

EVITANDO O UXORICÍDIO

O muxuango saiu ignóbil a procura da hermeneuta para evitar que ocoresse um uxoricídio, devido a falácia. Porque era sabido de todos que a defenestração foi geral e os cidadãos achavam que ela iria parar no perfunctório.
Quando o muxuango encontrou-a, estava vituperado e explicou que tudo não passava de falácia e ela ficou apoplexia, querendo saber de onde tinha surgido tal ideia.
No final das contas, todos ficaram sibilinos.

Professora Daisy

SIBILINO

Sibilino era um rapaz de uma situação vituperado, que usava apoplexia às vezes defenestração em caso de uxoricídio e hermeneuta entrava em falácia se comprometendo em tornar-se ignóbil e muxuango.
Enfim Sibilino ficando inteiramente perfunctório.

Professora Eunice

OFICINA 6 - ESCOLA 25 DE JULHO - 26/08/09





ASSUNTO TRABALHADO NA OFICINA 5




CONHECIMENTO PRÉVIO NA LEITURA
O QUE É?
LEITURA


A leitura não pode ser concebida única e exclusivamente como um processo de decodificação. Embora haja decodificação, não é o suficiente para que a leitura se concretize.

ASSIM

A leitura não é a habilidade de decodificar palavras, mas sim de se extrair o significado, o implícito e explícito do texto escrito.

COMPREENÇÃO TEXTUAL

PRESSUPOSTOS
INFERÊNCIAS
PREMISSAS
ATIVIDADES QUE LEVEM À CRITICIDADE E À REFLEXÃO

RELAÇÃO ENTRE INTERTEXTUALIDADE E CONHECIMENTO PRÉVIO

Objetivo do autor: mostrar o “grande dilema existencial” (texto acima) que a comilona personagem Magali vive: comer ou não comer, eis a questão! A capa do gibi remete ao leitor, imediatamente, ao texto-fonte: HAMLET, de W. Shakespere: To be ou not to be, that’s the question!

O QUE É CONHECIMENTO PRÉVIO?

Para a leitura se concretizar, fazemos uso do conhecimento prévio – usamos tudo aquilo que já sabemos. Sem isso não há compreensão.

O QUE É NECESSÁRIO?


•Conhecimento linguístico – inclusive do vocabulário, das regras ortográficas.
•Conhecimento textual e de mundo


TODOS ESTES ASPECTOS DEVEM SER ATIVADOS DURANTE A LEITURA.

CONHECIMENTO INFORMAL

Todo conhecimento adquirido informalmente – com base em nossas experiências e convívio com a sociedade (a maneira como levamos a colher à boca, como adoçamos um café etc.)

DURANTE A LEITURA

A leitura implica uma atividade de procura por parte do leitor, no seu passado, das lembranças e dos conhecimentos.

DECORAR

Quando decoramos algo, sem tentar procurar um sentido global, esquecemos rapidamente aquele conteúdo.

OBJETIVOS E EXPECTATIVAS DE LEITURA

Como se deve ler um livro?

PRIMEIRO ASPECTO

A leitura deve ser independente – seguir os próprios instintos.
O que há de individual na leitura tem a ver com os objetivos e propósitos do próprio leitor.
A coerência na leitura é dada pelo conhecimento prévio.

Segundo Kleimann

Ler implica saber onde quer chegar – na escola, muitas vezes, isso não acontece.
Não há um processo único de compreensão do texto escrito; há vários, dependendo do objetivo (casa, canto, manga).
Num texto de jornal, é provável comparação com o que já se sabe; num artigo científico...

LEITURA OBRIGATÓRIA

Não é leitura.
O professor pode estimular através da proposição de um objetivo.
Antes da leitura, também é fundamental a formulação de hipóteses (haver expectativas presentes).

HIPÓTESES

Permite “adivinhar”, o conhecimento é guiado.
A hipótese formulada, muitas vezes, provoca um desvio – tira do foco.
Nesse contexto, algumas coisas conduzem à leitura – por exemplo, o título.

LEITORES INEXPERIENTES

Têm dificuldades, porque não conseguem ver a presença de elementos globais – que ajudam fazer as “conexões”.

Iniciar um texto com uma indagação pode ajudar na compreensão.

TRÊS ESTRATÉGIAS DE LEITURA

Leitura das idéias principais;
Reconhecer léxicos globais;
Embora analise, manter foco no objetivo.
A leitura checa as hipóteses, descartando e reformulando – ou ainda confirmando.

OFICINA 4 - 14/07/09